- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
Eu já disse aqui em outra notinha: estas eleições em Mato Grosso estão se destacando pelas mais variadas — e curiosas — incoerências partidárias.
O PL tem candidato ao Governo, Wellington Fagundes, mas boa parte dos prefeitos e lideranças do partido prefere apoiar outro nome. O MDB está na coligação de Wellington, mas seus deputados, em sua maioria, e vários prefeitos estão com Otaviano Pivetta, do Republicanos.
O União Brasil, que de união parece ter ficado apenas com o nome, rachou com o grupo do senador Jayme Campos, que acabou retirado da disputa ao Governo após a maioria das lideranças prevalecer na convenção. Resultado: também aderiu a Pivetta.
E agora até o PT entrou na dança. Partido historicamente orgânico e conhecido pela fidelidade às suas posições, viu neste sábado o deputado estadual Lúdio Cabral, candidato à reeleição, aparecer ao lado de Emanuelzinho Pinheiro Neto, deputado federal e candidato à reeleição pelo PSD.
Detalhe: a principal aposta do PT para a Câmara Federal é Rosa Neide.
Pelo jeito, nesta eleição mato-grossense, fidelidade partidária virou artigo de luxo. E a coerência... essa parece ter ficado pelo caminho.

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