Pivetta atribui atraso de viaduto a políticos e acusa uso do DNIT para “roubar o povo

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Márcio Eça do rufandobombonews 

Em ritmo acelerado e com discurso cada vez mais contundente, o vice-governador Otaviano Pivetta parece já ter deixado a liturgia do cargo de lado para assumir, de vez, o palanque. Desde que o governador Mauro Mendes anunciou que deve renunciar no próximo dia 31, o tom mudou — e endureceu.

Sem citar nomes, Pivetta abriu fogo contra adversários e aliados. Durante a filiação do deputado federal Juarez Costa ao Republicanos, lançou a acusação de que há políticos em Mato Grosso cobrando “pedágio” de 30% para liberar emendas parlamentares — uma prática grave que, até agora, segue sem provas públicas ou responsáveis identificados.

Neste sábado (28), em Rondonópolis, o vice-governador elevou ainda mais a temperatura. Ao comentar os atrasos em obras de pavimentação em rodovias federais, mirou diretamente o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), insinuando que o órgão teria sido usado como instrumento de corrupção.

“O Trevão só não saiu antes porque a concessão foi feita enjambrada para que boa parte da rodovia continuasse na jurisdição do DNIT. Para os políticos daqui que mandavam no DNIT roubarem e continuarem roubando o povo mato-grossense”, disparou.

Na sequência, apelou para o peso das tragédias acumuladas ao longo dos anos na BR: “Quantas vidas, quantas vítimas, quantas mulheres, quantas crianças, quantos inocentes foram embora por causa dessa rodovia […] por causa da corrupção dos políticos que usaram o DNIT para assaltar o povo mato-grossense”.

O discurso é forte, indignado — e politicamente calculado. Ao mesmo tempo em que capitaliza o desgaste histórico das obras federais no estado, Pivetta joga luz sobre um tema sensível: corrupção. Mas faz isso sem apresentar nomes, provas ou medidas concretas, o que transforma denúncias graves em munição retórica de campanha.

No tabuleiro político, o recado é claro: Pivetta quer se apresentar como o candidato do enfrentamento. Resta saber se, além das palavras afiadas, virão fatos capazes de sustentar o peso das acusações.

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