- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirmou à imprensa que a criação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa, em pleno ano eleitoral, já nasce com viés político.
Segundo ele, a instalação da comissão ocorre justamente no momento em que seu nome passou a ser cogitado para disputar as eleições, o que, na avaliação do secretário, costuma gerar incômodo em setores da política tradicional.
“Toda vez que um secretário se coloca à disposição para o pleito eleitoral, ele começa a gerar incômodo. É como se houvesse uma lei que só quem já é, já está no Poder Legislativo, pudesse estar lá”, afirmou.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, também manifestou posição semelhante e avaliou que a CPI não passa de um palanque político em ano eleitoral.
Composição da CPI
A comissão será presidida pelo deputado Wilson Santos (PSD). Os membros titulares são Dilmar Dal Bosco (União), Beto Dois a Um (PSB), Chico Guarnieri (PRD) e Janaina Riva (MDB).
Na suplência estão Lúdio Cabral (PT), Paulo Araújo (PP), Carlos Avallone (PSDB), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB).
A CPI foi instaurada para investigar possíveis irregularidades em procedimentos licitatórios realizados na Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023. O colegiado terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado.
A comissão surgiu a partir de denúncias investigadas na Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Civil, que apura suspeitas de irregularidades em contratos e compras da área da saúde.
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