- Pela Redação
- 29/05/2023
CNN Brasil
Advogados que acompanham o caso Master relataram à CNN que a ideia inicial do banqueiro Daniel Vorcaro para uma delação premiada é mirar políticos e poupar o Supremo Tribunal Federal.
Pelo menos três motivos são colocados na mesa para esse desenho inicial, segundo fontes próximas a Vorcaro.
Primeiro, seria uma forma de obter a validação da Procuradoria-Geral da República para uma delação, tendo em vista a proximidade de Paulo Gonet com ministros do STF. Há a leitura de que o PGR dificilmente aceitaria uma delação que atingisse a Corte.
Em especial, devido a sua relação com Alexandre de Moraes, de quem se aproximou durante o inquérito da trama golpista. Moraes, em tese, poderia ser alvo de uma delação em razão do contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua mulher com Vorcaro.
Segundo, porque o novo advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, o Juca, levaria em conta as relações pessoais com a Corte, não colocaria em risco uma delação que atingisse o STF.
Terceiro, uma delação premiada que atinja altas Cortes de Brasília é considerada arriscada demais para o futuro profissional de qualquer escritório de advocacia. A lembrança mais recente é a própria Operação Lava Jato, que começou a ruir justamente quando começou a se aproximar do Judiciário.
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