Max cobra provas de Galvan sobre suposto esquema de emendas: "Tem que dar nome aos bois"

EMENDAS SOB SUSPEITA



Márcio Eça do rufandobombonews 

 

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, reagiu às declarações do pré-candidato ao Senado Antonio Galvan sobre um suposto esquema de devolução de recursos de emendas parlamentares e afirmou que denúncias dessa gravidade precisam ser acompanhadas de nomes e provas para que sejam investigadas.

Galvan afirmou ter recebido relatos de prefeitos de que parlamentares estariam exigindo a devolução de 30% a 50% dos recursos destinados por meio de emendas, mas não revelou quem seriam os deputados ou os gestores envolvidos.

Para Max, acusações genéricas acabam atingindo todos os parlamentares.

"Ele tem que dar nome aos bois. Quais são esses prefeitos? Eu acho que esses prefeitos têm que falar", afirmou.

O presidente da ALMT defendeu que, caso existam provas, os órgãos de investigação atuem para responsabilizar os envolvidos. Segundo ele, não há espaço para tolerância com esse tipo de prática.

"Se der nomes aos bois, que o Ministério Público vá atrás, que a Justiça atue, que a Polícia Civil trabalhe e que as pessoas sejam presas. Se alguém estiver fazendo isso, é criminoso e não podemos aceitar. Se devolver dinheiro, tem que ir para a cadeia", declarou.

Apesar de defender a apuração das denúncias, Max demonstrou ceticismo em relação aos percentuais citados por Galvan. Na avaliação do parlamentar, seria inviável executar obras públicas com apenas metade dos recursos previstos, diante da carga tributária e dos custos operacionais.

"Você imagina 50% de uma emenda parlamentar? A carga tributária brasileira gira em torno de 20%. Como vai fazer uma casa ou um posto de saúde com apenas 30% do valor? Ainda tem o lucro da empresa. Não existe isso", argumentou.

Mesmo assim, o deputado evitou descartar completamente a possibilidade de irregularidades.

"Eu acho que é falácia. Agora, o Ministério Público tem que atuar. Se existir, tem que ter culpado. Não posso dizer que não existe, porque também não posso falar por todos os prefeitos e parlamentares do Brasil", disse.

Por fim, Max Russi afirmou que nunca recebeu denúncias semelhantes de prefeitos mato-grossenses e voltou a cobrar que eventuais vítimas formalizem as acusações.

"Eu, particularmente, nunca vi um prefeito falar isso para mim. Se tem de outros deputados, têm que apontar, porque a gente tem que tomar providência. Não podemos aceitar isso", concluiu.

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