Botelho chama Dilmar de “desprezível” e mantém crise aberta após disputa pela CCJR

"Então não concordo mais em ficar liderado por ele”, disse.



Danilo Figueiredo e Márcio Eça do rufandobombonews 

O deputado estadual Eduardo Botelho falou pela primeira vez com a imprensa neste sábado (28) sobre o impasse envolvendo a composição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar confirmou que será reconduzido ao colegiado por meio de articulação de um novo bloco parlamentar.

Segundo Botelho, a indicação ocorre após movimentação liderada pela deputada Janaína Riva, e a intenção agora é garantir que a escolha da presidência da comissão siga o regimento interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Estou sendo recolocado na CCJ por um outro bloco e vamos solicitar que cumpra o regimento e seja feita uma eleição interna. O Dilmar pode até ser presidente, mas precisa participar da eleição e vencer lá dentro”, afirmou.

O deputado ressaltou que o novo bloco é independente e negou qualquer rompimento com o governo estadual. No entanto, deixou claro que o desentendimento pessoal com o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco, permanece.

De acordo com Botelho, havia um acordo prévio sobre a distribuição das comissões, que teria sido alterado de última hora sem diálogo.

“Nós sentamos, combinamos a distribuição das comissões, estava tudo acertado. Na última hora ele mudou tudo sem falar com ninguém. Não cumpriu o acordo e fez sozinho. Depois não atendia telefone e não explicou o que aconteceu”, declarou.

O parlamentar classificou a atitude como deselegante e afirmou que não aceita mais ser liderado por Dal Bosco.

“Eu achei muito deselegante, descumprindo tudo o que nós tínhamos acordado. Então não concordo mais em ficar liderado por ele”, disse.

Mesmo com a recondução à comissão, Botelho afirmou que o episódio não encerra o desgaste político entre os dois.

“Minha situação com o Dilmar continua. Para mim, ele é um cara totalmente desprezível. Mas com os outros deputados e com o governo continua tudo normal”, completou.

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