- Pela Redação
- 29/05/2023
Danilo Figueiredo do rufandobombonews
O ex-secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, utilizou a tribuna da Câmara Municipal nesta quinta-feira (28) para rebater as acusações feitas pelo prefeito Abílio Brunini sobre supostas irregularidades na Secretaria de Educação.
Durante a entrevista à imprensa, Monge explicou a declaração em que citou um possível “colapso” na gestão e afirmou que houve falta de repasses financeiros para a Educação. Segundo ele, além da pasta educacional, outras secretarias municipais também enfrentam dificuldades para honrar compromissos financeiros.
Ao comentar as acusações envolvendo a compra de livros didáticos e soluções pedagógicas, Monge classificou as críticas do prefeito como “falácia de quem não entende de educação moderna”. Ele também chamou de “absurdo” a afirmação de que os materiais adquiridos teriam sido produzidos por inteligência artificial.
“Desculpa, prefeito, mas é um absurdo fazer esse tipo de ilação. Peguem os livros, vejam as editoras e a qualidade do material. São editoras de renome nacional e internacional”, afirmou.
O ex-secretário negou que tenha ocorrido compra excessiva de materiais e disse que todas as aquisições seguiram critérios técnicos e pedagógicos previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
“Lá diz que tem que ter educação financeira, educação socioemocional, africanidades, povos originários e meio ambiente. As compras foram feitas de acordo com a BNCC”, declarou.
Monge também negou a existência de um contrato de R$ 80 milhões e classificou a acusação do prefeito como “um absurdo”. Segundo ele, todo o planejamento pedagógico foi elaborado com base em evidências técnicas e apresentado previamente ao próprio Abílio Brunini e à então secretária Ana Carla.
“Nada foi feito por achismo. Estou no meu 13º ano como secretário e faço gestão por evidências”, pontuou.
Sobre possíveis denúncias, Monge afirmou que não pretende tomar nenhuma medida neste momento e que prefere aguardar os desdobramentos. “Quem não deve, não teme”, disse.
Ele também se defendeu das acusações relacionadas a um processo que responde no Paraná e afirmou que “não devem ser usadas ilações” para incriminá-lo. Ao comentar sobre pedaladas fiscais, declarou que a prática não é irregular desde que exista planejamento financeiro.
Durante a entrevista, Monge ainda insinuou que a crise administrativa parte do comando do Executivo municipal.
“Isso vem da cabeça de doido”, disparou, em referência ao prefeito de Cuiabá.
Apesar das acusações e do desgaste político, o ex-secretário afirmou não temer ser rifado de eventual campanha do secretário estadual Alan Porto e garantiu que Abílio sempre teve conhecimento das ações realizadas na Secretaria Municipal de Educação.
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