- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que foi surpreendido pela composição provisória da Federação União Progressista em Mato Grosso e reclamou do espaço dado ao grupo político ligado ao ex-governador Mauro Mendes e ao Progressistas dentro da nova estrutura partidária.
Em entrevista nesta quinta-feira (28) à Rádio Cultura FM, Júlio disse que a definição anunciada pela executiva nacional da federação contrariou acordos firmados anteriormente em Brasília entre as lideranças nacionais do União Brasil e do PP.
“Nós fomos pegos de surpresa ontem no final da tarde ao tomarmos conhecimento pela imprensa, nem foi pela direção partidária”, declarou.
Segundo o parlamentar, o entendimento construído com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e com o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, previa que a composição da comissão provisória respeitasse o tamanho político de cada legenda no estado.
Júlio argumentou que o União Brasil possui ampla maioria da representatividade política em Mato Grosso, com deputados estaduais, deputado federal e senador da República, enquanto o PP não possui parlamentares estaduais.
“O União Brasil tem 90% da força política da federação em Mato Grosso”, afirmou.
De acordo com ele, a proposta inicial previa a participação dos três deputados estaduais do União Brasil, do deputado federal Fábio Garcia, do senador Jayme Campos e de outras lideranças sem mandato, como Nilson Leitão e Mauro Mendes ou Cidinho Santos.
No entanto, a composição anunciada acabou desagradando o grupo dos irmãos Júlio e Jayme Campos, históricos integrantes do antigo PDS, PFL, DEM e atualmente do União Brasil, que ficaram em posições secundárias dentro da estrutura provisória da federação.
O deputado classificou a situação como “estranha” e afirmou que o grupo irá se reunir nos próximos dias para discutir o cenário político e buscar esclarecimentos junto às lideranças nacionais da federação.
“Vamos conversar com nossos aliados em Brasília para entender o que ocorreu de lá para cá e se houve alguma negociação de alto nível ou interferência maior para mudar o que tinha sido acertado”, disse.
Apesar da insatisfação, Júlio adotou tom cauteloso e evitou antecipar quais medidas poderão ser tomadas pelo grupo político ligado a ele e ao senador Jayme Campos.
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