- Pela Redação
- 29/05/2023
Conteúdo/ODOC - Um serralheiro identificado como Elias Samuel Delgado da Silva admitiu sua participação no homicídio do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, 25 anos, cujo corpo foi descoberto em Várzea Grande. A confirmação veio do delegado Bruno Abreu, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (9).
De acordo com a investigação policial, o crime foi cuidadosamente planejado e executado mediante uma emboscada que teria envolvido, no mínimo, três indivíduos diferentes.
Detido na quinta-feira (8), o serralheiro reconheceu sua participação no desfecho fatal durante dois interrogatórios consecutivos. Em sua versão, alegou estar sendo alvo de extorsão pelo docente e que teria procurado um conhecido que enfrentava situação similar. Ambos teriam se articulado para eliminar Breno.
"Ele confessou ontem para a gente. Confessou novamente hoje, que se juntou a um colega para acertar contas com o Breno", afirmou o delegado Abreu.
Conforme os relatos prestados à corporação, o cúmplice foi responsável por resgatar Breno utilizando uma motocicleta, enquanto Elias acompanhava em um Toyota Corolla. O ponto de encontro foi determinado em uma zona no bairro 13 de Setembro, onde um terceiro participante já aguardava o agrupamento.
"Ele mencionou a um amigo que também havia passado por situação análoga e decidiram fazer o que fizeram com Breno. Então, o rapaz o pegou de moto e ele seguiu por trás", esclareceu o delegado.
Abreu qualificou a ação como emboscada coordinada e enfatizou que registros de câmeras de videomonitoramento comprovam que Breno possuía familiaridade com o motociclista. Nas imagens, o professor é visto saudando o condutor antes de ingressar no veículo de duas rodas.
"Foi uma emboscada. Dificilmente o Breno entraria em uma moto se não fosse alguém próximo, de confiança. Tanto que ele chega lá com o capacete, faz sinal de mão para a pessoa… Logo, o motociclista já era familiar a ele", declarou.
Após sua captura, Elias guiou os investigadores até o sítio onde o cadáver do educador foi localizado. Em interrogatório realizado na sexta-feira, forneceu informações adicionais sobre como o assassinato transcorreu. "Hoje ele detalhou mais que ontem. Eles foram até o local, pararam e já estava uma terceira pessoa esperando", revelou o delegado.
Embora tenha confessado, a corporação continua a investigar para precisar o papel desempenhado por cada um dos implicados. Os nomes dos outros dois suspeitos permanecem sob sigilo.
No tocante à causa do crime, Elias negou ser homossexual e asseverou que Breno possuía registros fotográficos seus em companhia de uma mulher, que supostamente serviriam como instrumento de extorsão. Essa alegação ainda não foi corroborada e segue sob investigação.
A corporação também aguarda resultados de perícias complementares para determinar precisamente as causas da morte. Relatórios iniciais sugerem que o professor sofreu pelo menos uma ferida cortante na região genital.
Breno havia desaparecido em 26 de setembro ao deixar sua residência, informando que retornaria em breve. Antes de partir, tomou emprestado um capacete de sua irmã e foi captado por sistema de segurança encontrando-se com o motociclista.
Subsequentemente, o rapaz deixou de aceitar contatos telefônicos e mensagens de seus familiares. Seu irmão gêmeo, Bruno Humberto, reportou que uma terceira pessoa estaria utilizando o aparelho celular de Breno para se comunicar em seu nome.
Classificado inicialmente como desaparecimento, o caso foi reclassificado como homicídio pela DHPP. As investigações prosseguem com objetivo de identificar completamente os envolvidos e estabelecer motivações e circunstâncias precisas do delito.
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