- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Enigma para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado. A ação teve como alvo um jovem de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte, investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar ataques contra populações vulneráveis.
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, expedidos pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), com apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
As investigações tiveram início após um alerta da Homeland Security Investigations (HSI), agência ligada à Embaixada dos Estados Unidos, que repassou informações às autoridades mato-grossenses. A partir disso, a DRCI passou a monitorar as atividades do suspeito no ambiente digital.
Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava plataformas online para disseminar ideologias neonazistas, incitar ataques a escolas e manifestar intenção de praticar atos de extrema violência em locais públicos, tendo como alvos judeus e a população negra. Além disso, foi constatada a prática reiterada de crimes de racismo no ambiente virtual.
A equipe da DRCI conseguiu romper as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e identificando sua identidade civil.
O delegado responsável pelo caso, Guilherme da Rocha, destacou que a intervenção estatal imediata foi essencial para impedir a concretização dos atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar violência contra a população negra”, afirmou.
Já o delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Júnior, ressaltou que a operação reforça o papel da Polícia Civil no combate ao crime cibernético.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, como também assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, pontuou.
O nome da Operação Enigma faz referência à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas durante a Segunda Guerra Mundial, simbolizando o trabalho da polícia em superar os mecanismos de ocultação usados pelo investigado para identificá-lo e responsabilizá-lo criminalmente.
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