- Pela Redação
- 29/05/2023
REDAÇÃO DO RUFA
Uma publicação atribuída a Maria Eduarda Aquino da Costa Marques, ex-assessora técnica na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e envolvida na Operação "Doce Amargo" da Polícia Civil, está circulando nas redes sociais. No post, supostamente feito por ela sob o username @lirou_dud, ela comemora sua soltura e faz comentários desdenhosos em relação à imprensa.
Duda Aquino havia sido detida durante a Operação "Doce Amargo" na última terça-feira (5), o que resultou na sua exoneração do cargo devido à repercussão negativa do caso. No entanto, na última sexta-feira (9), a prisão preventiva foi revogada pelo desembargador Marcos Regenold, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Na decisão de revogação da prisão preventiva, o desembargador Regenold destacou a falta de evidências que comprovassem a participação ativa de Maria Eduarda no tráfico de drogas. A defesa argumentou que ela havia adquirido drogas sem a intenção de obter vantagem financeira com sua suposta intermediação, além de ressaltar que ela possui ensino superior, bons antecedentes e residência fixa, não representando risco à sociedade.
O desembargador concordou com os argumentos da defesa e apontou a insuficiência de provas para classificar Duda como traficante. Ele observou que os atos atribuídos a ela não foram cometidos com violência ou ameaça, o que não justificaria sua prisão preventiva.
Regenold também destacou que a decisão de prender Duda se baseou em dúvidas razoáveis sobre seu envolvimento no tráfico de drogas, considerando as conversas obtidas nos celulares dos investigados.
Diante disso, foram impostas medidas cautelares a Maria Eduarda, incluindo o comparecimento obrigatório a todos os atos do processo, a proibição de se ausentar da comarca onde reside por mais de sete dias sem autorização do juízo processante, a proibição de manter contato com investigados ou testemunhas, o recolhimento domiciliar das 20h às 6h e a atualização do endereço na ação principal.
A 3ª fase da Operação "Doce Amargo" teve como foco traficantes de drogas sintéticas e resultou na prisão de várias pessoas, bem como na execução de mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e Paraná. As investigações revelaram um esquema organizado de tráfico direcionado a clientes de alto poder aquisitivo e envolvendo uma facção criminosa.
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