Duas mulheres são presas suspeitas de roubar e disparar contra sargento da PM em Cuiabá

Dupla é detida após confronto em motel; arma e veículo do militar foram recuperados



Operação policial em Cuiabá - Duas mulheres foram detidas em flagrante após envolvimento em um incidente violento com um terceiro-sargento da Polícia Militar no interior de um estabelecimento de hospedagem na capital mato-grossense. Alice Kelvilin Costa Ferreira, 20 anos, e Gabrielle Cristina Couto Pena, 21 anos, foram presas acusadas de roubo qualificado e tentativa de homicídio.

O militar, com 48 anos de idade, sofreu ferimentos durante o episódio e foi encaminhado para receber atendimento médico no Hospital Municipal de Cuiabá. Registros em vídeo documentaram os momentos de tensão que antecederam as prisões.

De acordo com os autos policiais, o desentendimento teria sido motivado por desacordo relacionado ao pagamento de serviços. Na sequência da discussão, o policial recebeu um disparo no braço e perdeu sua arma de fogo, além de ter seu veículo utilizado na fuga.

As investigações prosseguiram com a localização de Alice no bairro Dom Bosco, onde ela foi interceptada quando tentava se evadir. A suspeita colaborou fornecendo informações que levaram ao paradeiro de sua companheira.

Gabrielle foi encontrada em uma zona rural próxima ao Contorno Leste, onde também resistiu à captura. Na posse dela, os agentes apreenderam uma pistola Glock calibre 9 milímetros, identificada como propriedade da corporação militar, acompanhada de 14 projéteis.

O veículo Chevrolet S10 utilizado pelo sargento foi recuperado no pátio de um estabelecimento comercial no bairro de Cuiabá. Análises periciais identificaram resíduos de disparos no interior da cabine.

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O relato do sargento aponta que uma das acusadas o agrediu fisicamente enquanto a outra teria se apossado da arma situada junto ao comando do freio e realizado dois disparos. O militar também mencionou tentativa de subtração de um acessório de ouro que usava.

Contudo, Alice apresentou narrativa diversa, alegando que o policial teria recusado o pagamento acordado previamente. Conforme sua versão, durante a altercação, o militar teria empunhado a arma, originando uma luta corporal pela posse do equipamento, com o disparo ocorrendo de forma involuntária durante o conflito físico.

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Gabrielle corroborou a versão oferecida por sua colega, declarando ter intervindo na situação com objetivo de protegê-la do confronto.

As duas foram formalizadas por crimes de apropriação indébita mediante violência e tentativa de homicídio qualificado. Gabrielle recebeu ainda autuação adicional pelo crime de porte ilegal de armamento de categoria militar restrita.

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