- Pela Redação
- 29/05/2023
Em entrevista concedida na noite de quinta-feira (1º/10) no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro apresentou suas propostas econômicas e teceu críticas à administração atual. O encontro ocorreu após o cancelamento de debate que seria realizado pela emissora Globo, quando o postulante conversou com a repórter Monique Arruda sobre seus planos para o país.
Entre os compromissos apresentados, Bolsonaro destacou a intenção de reduzir significativamente os preços dos alimentos no Brasil caso vença as eleições presidenciais. Segundo o candidato, essa redução estaria diretamente vinculada ao saneamento das contas públicas e ao restabelecimento de credibilidade na economia nacional.

O postulante enfatizou que sua estratégia passa pela reorganização fiscal do país. "O projeto é arrumar a casa e fazer com que as despesas voltem a caber dentro do orçamento. O simples fato de estar na frente nas pesquisas já faz a taxa de juros futura começar a cair, demonstrando expectativa de melhoria econômica. Quando você reaquece a economia, que é o que falta de credibilidade para o país hoje", explicou.
Bolsonaro questionou o destino de recursos públicos e apontou inconsistências na gestão de órgãos estatais. Segundo suas afirmações, durante a administração anterior, as estatais obtiveram 18 bilhões em lucros, enquanto no período atual acumularam mais de 36 bilhões em prejuízos. "Mais de 50 bilhões de dinheiro público. Para onde esse dinheiro foi?", indagou.

O candidato não poupou críticas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio Bolsonaro sugeriu que recursos públicos possam ter sido desviados irregularmente, mencionando especificamente o que chamou de "roubo dos aposentados do INSS". "O dinheiro pode ter ido parar na conta do Lulinha, com o roubo dos aposentados do INSS e está lá passeando na Espanha, com as despesas bancadas por quem? Esse Brasil que você quer para os próximos quatro anos?", provocou.

Na conclusão de sua fala, Bolsonaro reafirmou seu compromisso com reformas estruturais na administração pública. O candidato prometeu implementar cortes significativos de despesas, redução de impostos e combate à corrupção administrativa. Segundo sua avaliação, essas medidas resultariam em queda drástica dos juros, reaquecimento econômico e consequente diminuição dos preços de produtos alimentícios.
"Pode ter certeza que vou organizar a casa, vou reduzir, esses juros vão cair de uma forma drástica e a economia vai voltar a girar. O preço dos alimentos vai cair e o seu salário vai voltar a encher um carrinho de compra, como enchia na época do presidente Bolsonaro", finalizou o postulante.
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