Ilde Taques defende dignidade de famílias com imóveis menores e critica desrespeito em Cuiabá

Vereador se posiciona contra comparações ofensivas e pede respeito a cidadãos de menor renda



O vereador Ilde Taques (Podemos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá para defender a dignidade de famílias que conquistaram suas moradias em lotes menores. Durante a sessão plenária desta terça-feira, o parlamentar criticou duramente as comparações pejorativas feitas contra residências construídas em áreas reduzidas.

Em seu discurso, Taques repudiou as declarações que circularam na semana anterior, particularmente aquelas que equiparavam imóveis de 200 metros quadrados a habitações inadequadas. Para o vereador, esse tipo de linguagem afronta milhares de cuiabanos que conquistaram suas casas próprias através de muito trabalho e dedicação.

"Quantos pais de família labutam dia e noite, madrugada adentro, nas feiras e em outros lugares, para proporcionar uma moradia digna a suas esposas e filhos em uma área de 100 ou 200 metros quadrados?", questionou o parlamentar em seu pronunciamento.

O vereador ressaltou que embora seja aspiração legítima de toda a sociedade que a população tenha acesso a habitações cada vez mais amplas e bem construídas, essa realidade está intrinsecamente ligada à capacidade financeira de cada pessoa. "Ninguém deseja morar em espaços reduzidos. Gostaríamos que todos pudessem viver em casas de 300, 400, 500 ou até 1 mil metros quadrados. Porém, essa possibilidade varia conforme a situação econômica de cada núcleo familiar", afirmou.

Taques também se posicionou firmemente contra qualquer política que venha a restringir o acesso da população com menor poder aquisitivo à propriedade imobiliária. Segundo ele, negar esse direito seria injusto e inaceitável. "Não podemos impedir que um cidadão com renda mais modesta alcance uma habitação que corresponda à sua realidade financeira. Isso é inadmissível e nunca aceitaremos", declarou o vereador.

Em apelo solidário, o parlamentar convocou a sociedade e os formuladores de políticas públicas a conduzirem o debate com respeito e empatia. Pediu especial atenção para evitar expressões que possam atingir emocionalmente as pessoas que residem em imóveis de dimensões menores.

"Dentro dessas casas existem famílias inteiras, histórias de vida e realizações de sonhos. São abrigos conquistados com muito esforço e suor. Reconhecemos os desafios vividos diariamente pelo povo brasileiro. Por isso, ninguém que more em uma residência de 50, 100 ou 150 metros quadrados merece se sentir inferior. Todas as famílias merecem e devem receber respeito integral e reconhecimento de sua dignidade humana", concluiu Taques.

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