- Pela Redação
- 29/05/2023
Por Priscila Mendes
Neste sábado, o Brasil marca o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, estabelecido pela lei federal 12.624 de 2012. A data de 17 de outubro foi escolhida em homenagem ao nascimento da compositora Chiquinha Gonzaga, artista vanguardista que em 1899 criou o que se reconhece como a primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB como gênero musical emergiu na metade dos anos 1960, como desdobramento natural da bossa nova. O momento pivotal ocorreu com Arrastão, composição de Edu Lobo com letra de Vinicius de Moraes, criada em 1965 e premiada no 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, interpretada pela voz marcante de Elis Regina.
A professora doutora Teresinha Prada, do departamento de Música da UFMT, explica em entrevista à Rádio Assembleia o contexto que envolveu o surgimento dessa corrente musical.
O que distinguiu esse movimento posterior à bossa nova foi a proposta de experimentação através da fusão de sonoridades, revelando a riqueza multicultural do país. Havia também a busca pela identidade nacional, enfatizando o violão em lugar da guitarra elétrica. Contudo, este instrumento não permaneceu ausente por muito tempo, sendo incorporado pelos tropicalistas, entre eles Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O nascimento da MPB no período da ditadura militar brasileira funcionou também como manifestação poética e crítica frente ao regime político.
A sigla MPB ganhou então amplitude, englobando toda a criação musical popular brasileira, sendo representada por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiaram o violão e incorporaram influências do choro e samba. Paulatinamente, incluiu novos instrumentos e abraçou nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia e Belchior, explorando o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a multiplicidade cultural nacional.
Mato Grosso também participa ativamente dessa produção, contribuindo com identidades próprias e regionalismos que enriquecem a diversidade sonora nacional. A cantora e compositora lorena Ly, em conversa com a Rádio Assembleia, apresenta seu trabalho recente Amor e Casa, que incorpora elementos regionais característicos do Estado.
Karola Nunes representa outro grande nome da MPB mato-grossense, atuando tanto em carreira solo quanto em formações coletivas como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, a permanecer sintonizado em nossa programação, onde você descobrirá a ampla diversidade da MPB e o melhor da produção musical mato-grossense.
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