- Pela Redação
- 29/05/2023
DO METRÓPOLES
Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III e ex-príncipe e ex-Duque de York, foi preso em sua residência em Sandringham, Norfolk, na Inglaterra, nesta quinta-feira (19/2), dia de seu aniversário de 66 anos, em decorrência de investigações do caso Epstein e por suspeita de “má conduta em cargo público”. Andrew também foi acusado de abuso sexual pela norte-americana Virginia Giuffre (foto em destaque), uma das vítimas do esquema de exploração sexual de Jeffrey Epstein.
De acordo com o comunicado da polícia do Vale do Tâmisa, a prisão ocorreu após uma “avaliação minuciosa” de informações recebidas pelas autoridades, o que levou a uma investigação. A polícia confirmou que diligências estão em andamento em diferentes propriedades associadas ao ex-integrante da família real britânica.
Fotografias de carros policiais descaracterizados e agentes à paisana em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, pouco depois das 8h, foram publicadas nesta quinta. As informações são do jornal britânico The Guardian.
Um comunicado da polícia do Vale do Tâmisa afirmou: “Hoje (19/2) prendemos um homem de 60 anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk”.
Ligação com Epstein
E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Andrew Mountbatten-Windsor – anteriormente conhecido como príncipe Andrew – compartilhou informações sensíveis e até mesmo sigilosas com Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante do comércio do Reino Unido.
A relação do filho da rainha Elizabeth II com o magnata norte-americano, morto em 2019 e que foi acusado e condenado por exploração sexual e tráfico sexual de menores, afastou Andrew da família real e de cargos públicos em seu país.
Nas mensagens trocadas entre o então Duque de York e o empresário e financista norte-americano, Andrew encaminha a Epstein dois relatórios de viagens que o membro da família real inglesa fez a países na Ásia. Os documentos foram feitos por uma secretária de Andrew.
A queda
A queda do terceiro filho da falecida rainha Elizabeth II começou em 2019, quando ele deixou a vida pública após a repercussão da amizade com o empresário Jeffrey Epstein (1953-2019), chefe de um esquema de exploração sexual de mulheres e jovens.
Andrew continuou com os patrocínios reais e títulos militares, além continuar residindo em Royal Lodge, mansão com 31 quartos. Em janeiro de 2022, Elizabeth II retirou de maneira definitiva todos os cargos militares concedidos a ele. A decisão ocorreu após veteranos das Formas Armadas pressionarem a monarca, em razão da denúncia de abuso sexual exposta por Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema de Epstein.
A vítima
Virginia acusava Andrew desde 2011, mas só em 2021 o caso de abuso sexual ganhou novas proporções. Ela afirmou que a forçaram a fazer sexo com o irmão do rei Charles por três vezes. Na primeira relação dos dois, a australiana tinha 17 anos
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