- Pela Redação
- 29/05/2023
Com a chegada do verão, a estética facial ganha novos contornos com o surgimento de tecnologias e metodologias inovadoras. Durante o Rennova Summer Summit em São Paulo, o especialista em harmonização facial Dr. Igor Alves compartilhou com a jornalista Carine Roma insights sobre procedimentos modernos, a valorização da naturalidade e a importância da consistência nos tratamentos de beleza.
Ao discutir as tendências que emergem no universo estético, Igor estabelece uma diferenciação clara entre aquilo que ganha popularidade momentaneamente e o resultado realmente apropriado para cada indivíduo. Na sua perspectiva, a busca por naturalidade nunca deveria ser considerada como algo recente ou inovador.

"Precisamos entender que existe o que está em voga e existe o que realmente é bonito, é o que faz sentido. Falam agora: está na moda ser natural. Como assim? Sempre foi a moda ser natural, sempre foi", destaca o profissional em sua reflexão sobre o tema.
Igor ressalta ainda que a multiplicidade de procedimentos disponíveis no mercado não indica que uma única técnica resolva todas as questões estéticas. Conforme sua experiência, a combinação estratégica de diferentes tratamentos, quando bem aplicados conforme cada situação, potencializa os resultados.
"A consciência que você precisa ter é que laser sozinho não resolve, botox sozinho não resolve, preenchedor sozinho não resolve, mas quando você junta tudo, melhora muito. As pessoas precisam compreender que isso é como academia, exige constância. Se não houver consistência e você achar que é um milagre, como comprar uma roupa e pronto, não funciona assim", explica.

Durante a entrevista, o especialista introduz o conceito de arquitetura facial e defende a existência de uma sequência adequada na seleção dos procedimentos. Para simplificar sua explicação, compara a perda de volume facial a um balão desinflado.
"Imagine: o balão murchou, precisamos enchê-lo. Quando murcha, tem que encher, estruturar com ácido hialurônico. Depois dessa estruturação, tratamos a pele com bioestimuladores. Agora que está mais firme, preciso melhorar a qualidade para diminuir poros, aí entram os lasers. E depois que tudo está ok, posso fazer um lifting com fio. É uma sequência que deve ser seguida, depende de cada caso e paciente", detalha.

Os avanços tecnológicos também foram ponto central da conversa. Questionado sobre inovações que seriam impensáveis tempos atrás, Igor cita como exemplo o emprego de laser em problemas relacionados às olheiras e à qualidade da pele.
"Hoje muitas pessoas têm um escurecimento nas olheiras. Um exemplo clássico: essa região tem a pele mais fina que temos no corpo. É tão fina que conseguimos ver o que há por baixo, as pequenas veias. Quanto mais fina a pele, mais as vemos. Há muito roxo. Agora existe um laser que você aplica e remove esses pequenos vasos", descreve o profissional.

Segundo Igor, um aspecto notável das transformações recentes no setor é o ritmo acelerado em que as inovações chegam ao mercado. "O que temos de tecnologia hoje é assustador. Antigamente evoluíamos a cada 10 anos. Agora estamos evoluindo quase anualmente", conclui o especialista sobre o cenário contemporâneo da harmonização facial.
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