- Pela Redação
- 29/05/2023
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (15/10) a oitava fase da Operação Unha e Carne, direcionada a um esquema milionário de lavagem de capitais que operava no Rio de Janeiro. Como resultado, foi decretada a prisão preventiva do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e do ex-secretário da Polícia Civil, o delegado Marcus Amim, além de outros quatro policiais civis.
Os suspeitos são investigados por integrarem uma organização criminosa que atuava nas estruturas da segurança e da política estadual. A investigação concentra-se na utilização de uma extensa rede de postos de combustíveis para dissimular a procedência de recursos ilícitos. Dados coletados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram transações irregulares que somam mais de R$ 7,6 bilhões num período de seis anos.
A autoridade judicial expediu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. As medidas cautelares também contemplaram a apreensão de patrimônio e a interdição das operações de 112 empresas vinculadas aos investigados, incluindo 96 postos de distribuição de combustíveis.

O procedimento investigatório examina a ocorrência de delitos como lavagem de dinheiro, cartelização, comercialização clandestina de combustíveis, corrupção, violação de sigilo profissional e estruturação de organização criminosa armada.
Márcio Canella: Presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e ex-gestor municipal de Belford Roxo, obteve a segunda maior votação para deputado estadual nas eleições recentes (aproximadamente 197 mil votos). Em julho de 2024, foi detido em flagrante quando agentes federais localizaram um fuzil em seu veículo. O Supremo Tribunal Federal ordenou sua liberação posteriormente, após Canella argumentar que o armamento era de sua segurança particular.
Marcus Amim: Delegado com longa trajetória profissional, anteriormente dirigiu o Detran-RJ e esteve à frente da Secretaria de Polícia Civil durante a administração Cláudio Castro, saindo do cargo em setembro de 2024 para trabalhar junto à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Havia sido alvo de operações anteriores desta mesma investigação.

Conforme informações divulgadas, a defesa do deputado eleito relatou não ter recebido acesso ao conteúdo da sentença que fundamentou a ordem de prisão. Os representantes legais de Marcus Amim não emitiram posicionamento oficial acerca das acusações.
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