- Pela Redação
- 29/05/2023
Uma celebração de Halloween transformou-se em tragédia na madrugada de domingo, 1º de novembro, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. A jovem Tainá Polegato Alves foi vítima de uma agressão brutal quando se encontrava na fila do banheiro de um bar, após entrar em desentendimento com outra frequentadora do evento.
O contexto festivo do local, repleto de fantasias de terror, criou uma situação trágica. Tainá relata que, no primeiro momento, acreditou tratar-se de uma encenação própria da temática da noite. Apenas quando percebeu o sangue respingando compreendeu a gravidade do ocorrido. "Eu achei que era uma faca de mentira. Só me dei conta quando o sangue começou a espirrar", desabafou a jovem, que segue internada na Unidade de Terapia Intensiva.

O incidente ocorreu no Bar Cristal Rock, onde Tainá estava presente com amigos. Conforme relatórios e registros das câmeras de segurança do estabelecimento, Joyce Mara Rocumback Espírito Santo, de 43 anos, abordou a jovem alegando que havia furando a fila do banheiro. O desentendimento rápido escalonara para a violência quando a mulher sacou uma faca de sua bolsa e desferiu um golpe direto no pescoço da vítima.
De acordo com Tainá, a agressora havia proferido ameaças segundos antes do ataque, porém estas foram menosprezadas pela jovem diante da ambientação aterradora do evento festivo.

O golpe causou uma lesão perfurante em um ramo da artéria carótida, vaso sanguíneo fundamental para a irrigação cerebral. Tainá enfrenta complicações relacionadas à dificuldade de deglutição e sangramento interno, permanecendo sob monitoramento rigoroso na UTI enquanto aguarda avaliação médica completa para definir se será necessário procedimento cirúrgico.
Com vozes embargadas pela emoção, Tainá manifestou determinação em ver a agressora responder pelos seus atos na Justiça. "Não houve uma discussão longa nem tempo para me afastar. Isso foi um ataque pessoal, não posso deixar impune. Se estou viva hoje, foi por Deus", afirmou. A arma foi recuperada na bolsa de Joyce e encaminhada para análise forense.

Quando abordada pela polícia, Joyce relatou sensação de mal-estar e informou fazer uso contínuo de medicamentos controlados, sendo posteriormente encaminhada por ambulância do Samu para atendimento hospitalar. Apesar da gravidade do ferimento, a ocorrência foi registrada como lesão corporal leve com porte ilegal de arma branca, classificação encaminhada ao Juizado Especial Criminal, o que gera incongruência com o estado crítico da vítima.
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