- Pela Redação
- 29/05/2023
O destino reservou uma mudança drástica na vida de Lissa Martins no dia 21 de setembro de 2025, quando recebeu a notícia trágica da morte do esposo, JP Mantovani, que não sobreviveu após sofrer um grave acidente motociclístico em São Paulo. Doze meses depois, a artista se abriu sobre sua jornada de enfrentamento do luto desde aquele momento devastador.
"Ainda carrego a impressão de que tudo isso não ocorreu de verdade. Frequentemente me pego imaginando que ele apenas saiu para trabalhar ou viajar, até que a realidade bate novamente e lembro que ele não retornará mais", desabafou Lissa, evocando aquele 21 de setembro de 2025, data que marcou profundamente sua existência. "É uma rotina que se repete: em alguns momentos me sinto como se ele fosse voltar, em outros a verdade vem à tona. Fico andando em círculos", revelou em conversa com a Gshow.

A intérprete, reconhecida por sua participação no extinto conjunto musical Rouge (2002-2019), compartilhou que enfrentou um período de autocrítica. "O processo de luto não segue uma fórmula pronta, é dia após dia. Cheguei ao entendimento de que partilhar essa experiência é o melhor caminho, pois o luto não é linear. Confesso que me cobrei bastante no começo, sim. Imaginei que existisse um prazo, mas descobri que é extremamente pessoal", complementou.
A cantora recordou que tinha um casamento agendado com JP, visto que havia sido pedida em casamento alguns meses antes de seu falecimento, em dezembro de 2024. Este momento especial aconteceu em Paris, na capital francesa. Subsequentemente, o casal adquiriu uma residência e iniciou os preparativos para a celebração civil, que se concretizou em junho do ano seguinte, três meses antes da tragédia, além de uma cerimônia de natureza religiosa que estava prevista para novembro, mas nunca se realizou.

"Ultrapassei essa data ainda em estado de choque profundo. Quando reviso algumas entrevistas que concedi logo após o ocorrido, observo que algumas pessoas comentavam: 'Parece que ela está sob medicação'. Não estava, mas permanecia como que fora do meu corpo, processando tudo internamente. Somente após seis meses é que a realidade começou a se concretizar verdadeiramente. É desafiador abordar essas datas específicas, porque continuo assimilando o que aconteceu. Acredito que melhorará", finalizou Lissa.

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