- Pela Redação
- 29/05/2023
Recentemente, a colunista Anna Luiza Santiago, do jornal O Globo, mantendo a tradição de sua seção, atribuiu nota zero ao narrador Raony Pacheco, da CazéTV.
A resposta do profissional veio marcada por certa ironia, porém de forma equilibrada.
Tanto a avaliação crítica quanto a contra-manifestação transcorreram em nível elevado, modelo que deveria ser seguido frequentemente.
A relação entre crítica e comunicação é constitutiva do setor, integrando o cotidiano profissional. Aqueles que se expõem diante de câmeras e microfones enfrentam tanto congratulações quanto julgamentos desfavoráveis.
O aspecto positivo está em que ambos cumpriram seus papéis adequadamente. A crítica expressou seu parecer, ainda que rigoroso. O narrador retrucou sem agressividade, preservando relações respeitosas.
Num contexto onde qualquer desacordo rapidamente evolui para embate nas plataformas digitais, observar uma crítica severa ser aceita com compostura representa um modelo digno de nota. Não sugere que um tenha convencido o outro, mas demonstra que é viável divergir sem transformar questões em ataques pessoais.
Ao fim, o melhor testemunho permanece sendo a qualidade do próprio trabalho. A crítica possui legitimidade para avaliar. O público, para concordar ou questionar.
E o comunicador segue dedicado ao seu ofício, buscando aperfeiçoamento a cada etapa de sua carreira. A vida prossegue.
(Reprodução / CazéTV)
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