- Pela Redação
- 29/05/2023
A Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo deflagrou investigação contra a delegada Maria Corsato seguindo descoberta de valores que ultrapassam R$ 2 milhões em espécie encontrados no imóvel da servidora no último sábado (24 de outubro) em Santo André, região metropolitana. O achado ocorreu após denúncia formalizada pela própria irmã da delegada junto à autoridade policial.
Conforme comunicado divulgado pela Secretaria de Segurança Pública paulista, a Corregedoria ingressou com inquérito policial e procedimento administrativo visando esclarecer a procedência dos recursos em diferentes moedas que foram apreendidos e investigar eventual culpabilidade penal e administrativa da servidora pública.
A quantia total apreendida totalizou R$ 1,2 milhão em moeda nacional, 200 mil dólares norte-americanos e 120 mil euros, todos localizados dentro de um móvel tipo pufe presente na residência da delegada. Os valores foram recolhidos e encaminhados para depósito em instituição competente enquanto prossegue a investigação quanto à origem dos recursos.
A delegada Corsato sustenta que os valores correspondem a herança familiar e qualifica a denúncia como resultado de disputa doméstica. De acordo com registros policiais, foi a própria irmã da delegada quem acionou a Polícia Militar após localizar a importância em dinheiro.
A Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou inquérito policial e procedimento correcional para investigar a origem de valores em moeda nacional e estrangeira apreendidos no sábado (24), em uma residência em Santo André, e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa de uma delegada.
A Polícia Militar foi acionada pela proprietária do imóvel, irmã da delegada, após encontrar o dinheiro no interior de um móvel. Uma equipe da Corregedoria compareceu ao local e adotou as providências de polícia judiciária. Os valores e as anotações encontrados foram apreendidos, com previsão de encaminhamento do dinheiro para depósito judicial.
Na investigação criminal, a Corregedoria aguarda a conclusão dos exames periciais requisitados, que subsidiarão as próximas diligências. No âmbito administrativo, a delegada será formalmente ouvida para prestar esclarecimentos. Ao término da apuração correcional, será elaborado relatório conclusivo para avaliar as medidas disciplinares cabíveis, inclusive a eventual instauração de processo administrativo disciplinar, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Maria Aparecida Rezende Corsato atua como delegada de polícia civil em São Paulo com mais de três décadas de experiência profissional consolidada. Ganhou visibilidade pública nacional ao coordenar, em 2022, operação investigativa direcionada à influenciadora digital e profissional jurídica Deolane Bezerra, acusada de participação em esquema ilícito de distribuição de renda envolvendo plataformas de jogos de azar. Durante essa apuração, foram executados mandados judiciais de busca domiciliar e apreensão de bens na residência da suspeita, com sequestro de patrimônio.
A relação entre Corsato e Bezerra posteriormente se deteriorou, marcada por acusações mútuas e pronunciamentos na mídia. Em julho de 2026, laudo técnico encomendado pela defesa de Deolane apontou alegada perseguição mediática e questionou a imparcialidade das ações da delegada, fundamentando-se em análise de comunicações públicas e manifestações. Essas conclusões integram os argumentos defensivos e não possuem força decisória judicial por si mesmas. Por sua parte, Corsato também realizou declarações públicas relativas ao caso, sustentando que teria sofrido tentativa de intimidação por parte de Deolane.
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