Cláudio Castro elude apoio a Ruas no segundo turno do Rio, mas sugere que eleitor já decidiu

Ex-governador fluminense concede entrevista e comenta disputa judicial na campanha de 2024



Afastado das atividades políticas há diversos meses, o antigo governador fluminense Cláudio Castro (PL) participou de uma entrevista exclusiva cedida à jornalista Letícia Campos do Portal LeoDias nesta quinta-feira (8 de outubro), realizada no aeroporto Santos Dumont. Durante o encontro, o ex-gestor estadual teceu comentários acerca da situação litigiosa envolvendo Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), que ainda poderá ser definida caso o TSE rejeite os votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos) na primeira etapa. Castro manteve certa discrição ao tratar de possível apoio ao candidato de sua sigla, porém deixou transparecer que a população fluminense já teve sua preferência manifestada nas urnas.

Relativamente à questão judicial tramitada perante o TSE, Castro explicou que a estratégia se inverteu contra Paes, autor da demanda que poderia desqualificar os sufrágios de Garotinho e conferir a vitória a Ruas já no primeiro turno: "Foi um candidato que deu entrada num processo e esse processo se voltou contra ele. Mas tem que esperar, eu tô acompanhando pela imprensa mesmo, temos que esperar para ver qual o entendimento do TSE".

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Quando indagado sobre a possibilidade de sua fala representar um respaldo ao postulante da agremiação de filiação, Castro novamente esquivou-se de uma resposta categórica: "O Douglas é do meu partido, mas nesse momento estou retirado da vida pública, foi meu secretário, é do meu partido, mas vou manter a lógica do voto secreto e esperar que quem ganhar, faça um bom governo". Mesmo preservando neutralidade declarada, suas observações anteriores davam a compreender que o desempenho obtido pelo deputado estadual no sufrágio inicial refletia o reconhecimento eleitoral de sua administração anterior: "Acho que o RJ é um estado, até pelo investimento feito no interior, pelo investimento feito nos últimos seis anos, foi o grande reconhecimento da população num campo político. Esse resultado veio na urna, não consigo imaginar mudar muito no 2º turno".

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Castro deixou cargo de governador para concorrer ao senado, mas recuou após revelações de investigações

O antigo ocupante do palácio Guanabara era escolha confirmada do PL para disputar uma cadeira no senado quando abriu mão de seu mandato em março daquele exercício. Porém, acabou reconsiderando após múltiplas investigações emergirem relacionadas ao período em que administrou o estado.

Ainda em junho, Castro foi declarado inelegível seguindo um episódio de alcance significativo: a Fundação Centro de Estadísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e a UERJ haviam contratado de maneira não-transparente entre 18 mil e 27 mil indivíduos sem observância de concurso público, visando remunerar cabos eleitorais e simpatizantes políticos em troca de mobilização para sua recondução à chefia do executivo estadual em 2022. A Corte Eleitoral Superior definiu por maioria de cinco votos contra dois a impossibilidade eleitoral do ex-líder estadual.

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O histórico de Cláudio Castro integra também envolvimentos com outros esquemas controversos, dentre os quais a trama de irregularidades da corporação Refit, controladora da instalação de refino em Manguinhos, bem como investimentos substanciais provenientes do fundo de pensão Rioprevidência direcionados ao Banco Master.

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