"Quem age com partidarismo no TSE deve repensar permanência na Corte" diz Gilmar Mendes

Crise institucional



CNN Brasil 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse, neste sábado (19), que quem age com partidarismo dentro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deveria "repensar a permanência na Corte".

Gilmar classificou como grave o "risco de politização que vem de dentro" da Justiça Eleitoral. O decano do STF afirmou, ainda, que o Supremo continuará atuando como uma "instância de supervisão" da atuação do TSE.

 

"Grave é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure", disse Gilmar em postagem nas redes sociais.

Na publicação, o ministro do STF declarou que é preciso que o TSE "continue a coibir práticas abusivas e deturpadoras da vontade popular", mas desde que isso ocorra de forma "altiva, imparcial e apartidária".

 

"O STF, por sua vez, continuará a atuar como instância de supervisão, com a firmeza que o momento exige, intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição", completou o decano do Supremo.

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