- Pela Redação
- 29/05/2023
REDAÇÃO
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou uma investigação contra o juiz federal Guilherme Michellazzo Bueno, responsável por soltar dois traficantes flagrados com 420 kg de drogas durante o plantão judiciário na 1ª Vara Federal Cível e Criminal de Cáceres. A confirmação veio por meio da assessoria de imprensa do CNJ. O procedimento foi instaurado pelo corregedor nacional, ministro Luís Felipe Salomão, e o juiz será notificado para apresentar defesa em um prazo de 15 dias.
Após a instrução do processo, o corregedor elaborará um relatório com sugestão de punição caso o magistrado tenha violado algum dispositivo da Lei Orgânica da Magistratura ou das normas do CNJ. O corregedor ressaltou a necessidade de investigar, no âmbito administrativo, se houve alguma irregularidade na atuação do juiz federal, violando o que está previsto na Constituição Federal, na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e nas normas estabelecidas pelo CNJ, especialmente no que diz respeito à adequação de sua atuação durante o plantão e ao princípio do juiz natural.
No despacho, o juiz escreveu que "ao que tudo indica" os dois indivíduos são pobres, agindo apenas como "mulas" e teriam aceitado fazer o transporte para obter dinheiro fácil. Eles confessaram que receberiam R$ 30 mil pelo trabalho.
A decisão do juiz causou indignação no governador Mauro Mendes (União), que destacou os custos que o Governo tem para combater o tráfico e o risco enfrentado pelos policiais na região de fronteira. Mendes chegou a afirmar, na manhã de segunda-feira (8), que iria acionar o CNJ.
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