Wellington acusa Medeiros de “rasteira” por articulação pró-Pivetta

PL rachado em Mato Grosso



Redação 

O PL em Mato Grosso entrou em rota de colisão interna após uma articulação envolvendo o deputado federal José Medeiros e o governador Otaviano Pivetta, que desagradou o senador Wellington Fagundes e escancarou divergências sobre os rumos da eleição majoritária no estado.

A tensão começou após uma reunião reservada realizada no fim do mês passado, em Cuiabá, com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além de empresários e aliados políticos. Nos bastidores, o encontro foi articulado por Medeiros e discutiu a possibilidade de apoio do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao nome de Pivetta.

A movimentação ocorre em meio à dificuldade de prefeitos do partido no estado em aderirem à pré-candidatura de Wellington ao governo. Após a primeira reunião, Pivetta participou de uma nova rodada de conversas e, segundo interlocutores, adotou postura cautelosa, ouvindo mais do que se posicionando.

A articulação liderada por Medeiros também envolve uma tentativa de aproximação com o grupo do ex-governador Mauro Mendes, apontado como pré-candidato ao Senado. A avaliação interna é de que uma aliança nesse formato poderia fortalecer o projeto político do grupo.

A iniciativa, no entanto, provocou reação imediata de Wellington. Ao tomar conhecimento do encontro, o senador convocou uma reunião em Brasília com Medeiros e os deputados federais Coronel Assis e Coronel Fernanda.

Durante a conversa, segundo apuração, Wellington classificou o movimento como uma “rasteira partidária”, ressaltando que Pivetta deve ser seu principal adversário na disputa pelo governo estadual. Medeiros, por sua vez, reagiu relembrando o cenário de 2022, quando, segundo ele, o senador teria atuado junto à direção nacional do partido para barrar sua pré-candidatura ao Senado sem diálogo prévio.

Além do embate direto, aliados de Medeiros demonstram preocupação com uma possível articulação de Wellington nas convenções partidárias para viabilizar uma aliança entre PL e MDB. O movimento poderia favorecer a pré-candidatura ao Senado de Janaina Riva, mas é visto internamente como um fator que reduziria as chances eleitorais do grupo.

Em meio ao impasse, uma nova reunião está prevista para ocorrer até quarta-feira, reunindo Valdemar, o presidente estadual do partido Ananias Filho e Wellington Fagundes. O encontro deve tentar conter o avanço das divergências e alinhar a estratégia do partido para as eleições.

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