- Pela Redação
- 29/05/2023
Márcio Eça do rufandobombonews
A eleição majoritária em Mato Grosso está deixando uma cena curiosa: tem candidato dividindo o mesmo partido, mas evitando dividir o palanque.
O debate da TV Vila Real, no dia 17, escancarou a situação. Carlos Fávaro e Pedro Taques foram para a televisão, falaram de tudo um pouco, mas Natasha Slhessarenko, candidata ao Governo pelo PSD, praticamente virou assunto proibido. Nada de pedido de voto, nada de afago e, para não deixar dúvida, nenhuma praguinha, bóton ou adesivo da candidata nos paletós.
No PL, José Medeiros também preferiu manter o figurino neutro. Não pediu voto para o candidato do partido ao Governo e também não apareceu carregando o tradicional símbolo de campanha. Se o eleitor não soubesse das alianças partidárias, poderia até imaginar que cada um estava disputando uma eleição diferente.
No caso de Medeiros, a história é ainda mais conhecida nos bastidores. O sonho era outro palanque: Otaviano Pivetta para o Governo e Mauro Mendes para o Senado. A dobradinha Mauro e Medeiros chegou a ser uma das combinações mais comentadas do tabuleiro político.
Enquanto uns esconderam o bóton, Antônio Galvan resolveu mostrar o seu. Candidato ao Senado pelo Avante, apareceu com a identificação de Pivetta. Em uma eleição de sinais trocados, um simples bóton acabou parecendo declaração de fidelidade.
E assim caminha a campanha: partido de um lado, candidato de outro e eleitor tentando descobrir quem realmente está no mesmo palanque.
No Mato Grosso de 2026, a regra parece ser simples: cada um cuida do seu quinhão, e o palanque que se vire.
0 Comentários
Faça um comentário