Faissal Calil desmonta justificativa de prefeitos do PL e defende aliança com MDB

Debandada de prefeitos do PL



Márcio Eça do rufandobombonews 

O deputado estadual Faissal Calil (PL) rebateu a justificativa apresentada por prefeitos do próprio partido que decidiram não apoiar a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Entre os argumentos utilizados está a chegada do MDB ao palanque de Wellington, especialmente a presença da candidata ao Senado Janaina Riva.

O deputado  porém, essa tese não se sustenta. O deputado lembrou que, na convenção do PL, realizada em 22 de julho, quando foram homologadas as candidaturas de Wellington Fagundes ao Governo, Zé Medeiros ao Senado e as chapas de deputados estaduais e federais, já era evidente a ausência da maioria dos prefeitos do partido no ato político.

Naquele momento, segundo Faissal, a aliança entre o PL e o MDB ainda não estava definida. Mesmo assim, os prefeitos que atualmente alegam a chegada do MDB como motivo para não apoiar Wellington já não participaram da convenção e, na avaliação do deputado, já demonstravam disposição de caminhar com Otaviano Pivetta (Republicanos), atual governador e candidato à reeleição.

“Essa tese não se sustenta”, resumiu Calil ao questionar a justificativa apresentada pelos gestores.

O deputado também defendeu que uma candidatura majoritária precisa necessariamente construir alianças com partidos do centro para ter competitividade. Por isso, reafirmou seu apoio à aliança entre o PL e o MDB e destacou a importância da composição para fortalecer a candidatura de Wellington.

A posição de Faissal contrasta com a de prefeitos como Abílio Brunini, de Cuiabá, Flávia Moretti, de Várzea Grande, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis. Os três são filiados ao PL, mas optaram por não apoiar Wellington Fagundes na disputa pelo Governo e adotaram uma postura de neutralidade na eleição majoritária.

Na avaliação dele, portanto, a tentativa de atribuir a decisão desses prefeitos exclusivamente à entrada do MDB no palanque de Wellington acaba sendo enfraquecida pelo próprio calendário político: a sinalização de afastamento e a aproximação com Pivetta já estavam em curso antes mesmo de a aliança entre PL e MDB ser concretizada.

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