Ponte do Boa Esperança avança para instalação das vigas e deve ser liberada em 45 dias

Obra atinge 75% de conclusão com infraestrutura pronta; equipes iniciam montagem das estruturas pré-moldadas



A reconstrução da ponte que atravessa o Córrego Fundo no bairro Boa Esperança atingiu um marco importante ao alcançar 75% de sua execução. Após finalizar a infraestrutura e a mesoestrutura, os trabalhos avancem para uma fase crucial: a colocação das vigas pré-moldadas e pré-lajes. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras projeta encerrar todas as atividades, contemplando pavimentação dos acessos, sinalização e liberação ao tráfego, dentro de 45 dias.

Nesta sexta-feira, o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, visitou o local da intervenção e ressaltou que as etapas mais exigentes do processo de reconstrução já foram superadas. Com a fundação consolidada e a cortina de contenção concluída, o foco agora se volta para o posicionamento das vigas principais, seguido pela instalação das pré-lajes, montagem das armaduras, concretagem da laje superior e, finalmente, a cobertura asfáltica.

A necessidade dessa intervenção surgiu quando a estrutura original apresentou problemas graves na sua estabilidade estrutural, gerando risco iminente de colapso. A ponte é o elo fundamental entre o bairro Boa Esperança e a Avenida Arquimedes Pereira Lima, também denominada Avenida do Moinho.

Nesta etapa atual, completou-se o aterramento de uma das extremidades da ponte até o nível do pilar principal. Esse procedimento viabilizará o posicionamento das vigas, que já aguardam no canteiro, com o uso de equipamento hidráulico especializado. Em seguida, as peças de pré-laje serão fixadas e a armadura da laje de cobertura será montada.

O engenheiro responsável pela obra, Marco Farias, descreve a pré-laje como um elemento pré-fabricado que funciona analogamente a um forro de concreto assentado sobre as vigas principais. Essas peças foram manufaturadas no próprio local, eliminando a necessidade de estruturas auxiliares de sustentação, acelerando significativamente a progressão das atividades. Posteriormente, sobre este sistema será construída a laje de rolamento, destinada à circulação de veículos.

A espessura definida para a laje é de 20 centímetros e, após o processo de concretagem, necessitará permanecer entre dez e 14 dias em cura controlada. Este período é indispensável para o concreto desenvolver sua resistência estrutural ideal antes da reabertura ao tráfego. Simultaneamente à fase de cura, as equipes executarão os trabalhos complementares, abrangendo a conexão da ponte com as cabeceiras, confecção da pista, implantação de meios-fios, sarjetas e acabamentos finais.

Ao se pronunciar sobre questionamentos acerca do cronograma de execução, Edson Brasil esclareceu que a construção de uma ponte envolve procedimentos tecnicamente desafiadores, sendo grande parte dos trabalhos iniciais realizada abaixo da cota do solo, fato que limita a percepção do avanço pelos moradores. O secretário também acentuou que, diante da urgência de interdição, a administração municipal assumiu diretamente a reconstrução, disponibilizando recursos internos, maquinário e expertise técnica, dispensando assim os prolongados prazos inerentes aos processos licitatórios convencionais.

O dano estrutural foi documentado em 4 de março, enquanto o início efetivo da reconstrução ocorreu em junho. Conforme relata Marco Farias, a execução da fundação em meio aquático constitui uma das etapas mais exigentes, tendo seu término se estendido até 26 de junho, afetando o cronograma inicialmente estimado.

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