- Pela Redação
- 29/05/2023
O religioso Nivaldo de Almeida faleceu neste sábado (5), em Cuiabá, vítima de complicações decorrentes de câncer. Ele estava sob investigação na Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil em julho para averiguar possíveis conexões entre membros de sua família e integrantes do Comando Vermelho.

Na ocasião da operação, Nivaldo foi contemplado com um mandado de busca e apreensão. Medidas similares foram direcionadas à sua esposa, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, e à filha do casal, Rhavenna Barcelos de Almeida.
O sepultamento do religioso ocorreu na manhã do domingo (06).
Os detalhes da investigação
Em 16 de julho, agentes da Polícia Civil executaram mandados contra uma família de missionários suspeita de utilizar um projeto religioso para disponibilizar apoio logístico, financeiro e comunicacional à organização criminosa Comando Vermelho. Na Operação Fariseus, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida sofreram buscas. Rhavenna Barcelos de Almeida, filha deles e também missionária, foi capturada preventivamente.
A ação abrangeu quebras de sigilo telefônico, patrimonial e telemático, além da interdição transitória do acesso dos investigados a unidades de custódia por intermédio de iniciativas religiosas.
Conforme apontam as investigações, as atividades missionárias executadas dentro de presídios tiveram supostamente como finalidade manter comunicação com encarcerados, transmitir mensagens, viabilizar encontros entre familiares e chefes criminosos, além de realizar transações monetárias vinculadas à organização que atua no Rio de Janeiro.
Os suspeitos enfrentam acusações de participação em organização criminosa, corrupção de menores, abuso físico e ocultação de bens ilícitos.
A investigação foi iniciada após recebimento de denúncia anônima relatando que componentes da família aproveitavam um projeto religioso para acessar a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e presumivelmente transferir aparelhos celulares, cabos de carregamento e demais itens interditos a detentos das celas de segurança máxima.
Videoconferências mantidas por mulheres ligadas ao projeto e integrantes da facção compõem o acervo de evidências colhidas. Conforme registro policial, em uma destas transmissões, um chefe procurado pela justiça integra a chamada enquanto um comparsado faz disparos de arma automática em um bairro.
Os diálogos analisados indicam ainda que uma das investigadas solicitou a execução de um
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