- Pela Redação
- 29/05/2023
Um levantamento realizado pelo Gabinete de Enfrentamento e Combate à Violência contra a Mulher, com informações obtidas junto à Polícia Civil, revela um dado alentador: as medidas protetivas de urgência asseguraram proteção para 99,9% das mulheres que recorreram ao Estado entre 2021 e 2025.
Conforme registros da Polícia Civil, Mato Grosso processou um total de 82.520 solicitações de medidas protetivas de urgência ao longo desse período de cinco anos.
As medidas protetivas funcionam como um escudo legal que vai além do simples afastamento do agressor. Elas acionam um mecanismo integrado de proteção envolvendo forças de segurança, instituições judiciárias, Ministério Público, Defensoria Pública, além dos setores de assistência social e saúde. Esse conjunto de órgãos atua em conjunto para acompanhar a vítima e interromper o padrão recorrente de violência.
Segundo a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento e Combate à Violência contra a Mulher, os números demonstram o impacto vital das medidas protetivas. "Esse levantamento demonstra que a medida protetiva preserva vidas. No momento em que uma mulher procura uma delegacia, ela passa a usufruir de uma estrutura de proteção que trabalha de maneira coordenada para garantir sua integridade e disponibilizar os recursos necessários para que ela consiga se libertar do ciclo violento. Quanto antes essa mulher buscar proteção, melhores são as perspectivas de evitar consequências ainda mais graves", enfatizou.
Mulheres que enfrentam situações de violência dispõem de várias alternativas para buscar proteção. Podem comparecer em uma Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, procurar qualquer unidade da Polícia Civil ou ainda acionar a Polícia Militar através do número 190 em situações que exijam resposta imediata.
0 Comentários
Faça um comentário