- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
O Estado de Mato Grosso arrecadou aproximadamente R$ 58,225 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais ao longo de 2025. O montante, recolhido entre janeiro e dezembro, representa um crescimento de 9,72% em relação a 2024, desempenho superior à inflação de 4,26% medida pelo IPCA no período, o que indica aumento real da arrecadação estadual.
O valor equivale a cerca de 58 vezes o prêmio principal da Mega da Virada de 2025 e, segundo a Fecomércio-MT, demonstra que a economia mato-grossense segue aquecida, mesmo diante de um cenário macroeconômico adverso. Para o presidente interino da entidade, Marco Pessoz, o resultado reflete a capacidade do setor produtivo de sustentar o crescimento da arrecadação, apesar das dificuldades.
“Em 2025, tivemos um contexto macroeconômico desfavorável, especialmente para parte do setor produtivo, diante de uma taxa de juros mais elevada e, por consequência, do crédito mais caro, o que limita a expansão dos negócios. Ainda assim, o setor produtivo foi capaz de contribuir com o incremento na arrecadação”, afirmou.
Arrecadação municipal
No âmbito municipal, Cuiabá liderou a arrecadação em Mato Grosso, com cerca de R$ 1,2 bilhão em impostos recolhidos ao longo do ano. Em seguida aparecem Rondonópolis (R$ 325 milhões), Sinop (R$ 244 milhões) e Várzea Grande (R$ 157 milhões). Também se destacam Lucas do Rio Verde, com R$ 172 milhões; Sorriso, com R$ 121 milhões; Tangará da Serra e Primavera do Leste, ambas com aproximadamente R$ 92 milhões.
De acordo com o Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), o desempenho desses municípios está diretamente ligado à concentração da atividade econômica, sobretudo nos setores de serviços, comércio e agronegócio, que impulsionam a geração de receita tributária.
Apesar do resultado positivo, Pessoz pondera que parte do crescimento da arrecadação está associada ao aumento da carga tributária, o que eleva os custos das atividades econômicas. “Esse movimento reforça o debate sobre a eficiência do gasto público e a percepção de retorno dos serviços prestados à sociedade. O avanço da arrecadação não deve ser interpretado automaticamente como aumento do bem-estar econômico”, destacou.
Cenário nacional
Em nível nacional, a arrecadação em 2025 se aproximou de R$ 4 trilhões, cerca de R$ 300 bilhões a mais do que no ano anterior. Entre os principais tributos responsáveis por esse resultado estão o Imposto de Renda, com R$ 678 bilhões; a Cofins, que somou R$ 398 bilhões; e as contribuições previdenciárias, que alcançaram R$ 746 bilhões.
Já o ICMS, imposto de competência estadual, totalizou R$ 804 bilhões no país. Entre os tributos municipais, o IPTU arrecadou R$ 77 bilhões, enquanto o ISS somou R$ 109 bilhões ao longo do ano.
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