Mais de 70% dos servidores da SES são mulheres

Mulheres ocupando espaços públicos



Milhares de mulheres se dedicam diariamente às atividades da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para atender a população mato-grossense com excelência.

 

O Dia Internacional das Mulheres marca a luta histórica por direitos trabalhistas, igualdade salarial, participação política e também a força das mulheres, que hoje representam 73% da força de trabalho da SES.

 

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, parabenizou as servidoras da pasta pelo trabalho desenvolvido e celebrou a força das mulheres na sociedade.

 

“Eu tenho plena confiança na atuação competente das mulheres na Secretaria. Das nove secretarias adjuntas da SES, seis são lideradas por mulheres com competência, capacidade técnica, desempenho e profissionalismo. Graças a essas profissionais, é viável a implantação de melhorias necessárias para atender a população com mais qualidade e eficiência”, destacou.

 

A Secretaria também conta com 70% dos cargos comissionados compostos por mulheres, como assessoras, gerentes, coordenadoras e superintendentes.

 

Servidora efetiva da Secretaria desde 2002, a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, relembrou o período que compôs a equipe do então Programa Estadual das DST-Aids (hoje IST-Infecções Sexualmente Transmissíveis), a partir de 2007, em que pôde se aprofundar nas questões da vivência do Sistema Único de Saúde (SUS) e aprender muito com as outras colegas do setor.

 

“Eu posso dizer, com toda a certeza, que essas mulheres eram brilhantes e me ensinaram muito. Eu acho que um dos grandes pontos positivos dentro da SES é que nós somos a maioria mulheres e mulheres que ensinam outras mulheres. Eu sou muito grata porque trabalhei com enfermeiras que tiveram paciência, delicadeza e sensibilidade de me ensinar e contribuíram para eu me tornar a profissional que sou hoje”, contou.

 

A superintendente destacou o difícil período da pandemia, quando foi convocada para compor a equipe do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Mato Grosso (Cievs) e auxiliar na emergência em saúde pública. Meses depois, ela assumiu o cargo que hoje desempenha.

 

“Não foi algo simples. Eu relutei um pouco porque eu sabia do desafio que estava assumindo, de liderar uma superintendência em meio a uma pandemia, com quatro vigilâncias e mais a Coordenadoria de Imunização. E era um trabalho bastante complexo, mas nós conseguimos avançar. Foi neste período que a vacinação ganhou o meu coração, porque foi muito intenso trabalhar as questões da vacina da Covid-19, na dimensão que é o Estado, de levar as doses para todos os lugares: foi um desafio muito gostoso de ser vivido”, afirmou.

 

Mãe de um jovem surdo, Alessandra teve que aprender a conciliar a maternidade com a carreira e afirma que é muito gratificante saber que ele a admira, admira o trabalho dela e torce por ela. “Porque em muitos momentos, eu o deixei sozinho, sob o cuidado da minha mãe, para que eu pudesse estar em viagens de trabalho. É muito satisfatório hoje ver que ele entende tudo isso, que fica feliz por eu estar avançando e trabalhando pelo próximo”, avaliou.

 

 

A gestora ressaltou a importância do apoio que sempre teve, da gestão superior, que sempre deu condições para que pudesse desenvolver um bom trabalho e também o apoio das equipes de vigilância. “Hoje a gente trabalha dentro de uma estrutura física que é digna, com todas as condições de trabalho adequadas”, disse.

 

Nascida em Dois Vizinhos, no Paraná, a diretora do Hospital Regional de Sorriso, Ione Carvalho, se mudou para Sorriso em 1991 e foi homenageada, na última segunda-feira (2.3), na Câmara Municipal, com o título de “Mulher Sorrisense”, na categoria Empresarial de Destaque no Cargo Função Pública.

 

 

Administradora de formação, com especialização em Auditoria e Excelência Operacional em Saúde, Ione é servidora da Secretaria de Estado de Saúde desde 1997 e trilhou um caminho de constante evolução dentro do hospital, passando por setores estratégicos até assumir, em 2018, a direção geral da unidade.

 

Apaixonada pelo que faz, a servidora dirige o hospital com um olhar humanizado e foco técnico; ela também enfrentou o período crítico da Covid-19 com resiliência.

 

"Eu comecei minha jornada no comércio local de Sorriso, mas foi na saúde pública que encontrei a minha verdadeira vocação. Construir uma carreira baseada na ética e na entrega ao próximo é o que me motiva diariamente. Aqui no hospital, o atendimento à população tem sempre que ser a prioridade", afirmou a gestora.

 

A enfermeira Evair Mendes, 56 anos, começou a trabalhar na SES-MT em outubro de 1995 e, mais de 30 anos depois, continua motivada para desempenhar suas funções, atualmente como coordenadora das capacitações em Manejo Clínico e Terapêutico em HIV, Aids e Hepatites Virais do Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac).

 

Mãe de três filhas e avó, ela já atuou no Ambulatório de Dermatologia Sanitária, Ambulatório de Neurologia, Ambulatório de Oncologia e na Coordenação Técnica do Cermac, além da Coordenadoria de Assistência à Organização de Redes de Saúde (CAORS).

 

 

A servidora afirma que o grande desafio é conciliar as atividades profissionais com a atenção à família, afazeres domésticos, sem esquecer de si como mulher. Nas horas vagas, ela ainda representa a Secretaria de Saúde com a participação em torneios de vôlei.

 

“A enfermagem me ensinou resiliência e a maternidade me ensinou o amor. Juntas construíram a mulher que sou hoje. Gosto de realizar a assistência direta ao usuário. Desta forma, consigo orientar e buscar mecanismos para melhor atender as suas demandas. Por se tratar de um agravo crônico, acabamos estabelecendo vínculos com a maioria dos usuários”, contou.

 

A gerente técnica do Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), Ilza Rosa de Paula e Silva, servidora da Secretaria desde 2003, acredita que as mulheres têm uma visão maternal que facilita o diálogo com pais e cuidadores de pacientes PcDs (Pessoa com Deficiência).

 

Mãe de um rapaz de 17 anos com paralisia cerebral, ela também conta com a experiência pessoal para ajudá-la no cuidado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Como mãe de especial, o meu olhar é totalmente diferenciado a lutar por um atendimento acolhedor, humano, inclusivo e um SUS de excelência”, afirmou.

 

 

Além disso, Ilza diz ser uma gerente técnica que gosta de atuar em conjunto com todos os profissionais do Ceope, desde os terceirizados aos efetivos, com o desafio de entregar um serviço de qualidade aos pacientes do Ceope.

 

“A atual gestão do Estado proporciona a nós servidoras as condições necessárias para esta entrega. Acho que, por ser mulher, tenho uma visão mais aguçada em relação ao tratamento aos nossos pacientes do perfil PcD, vendo detalhes e tendo a sensibilidade que o homem não teria”, concluiu.

 

A servidora já coordenou com sucesso quatro mutirões para avaliação odontológica em pacientes pré-transplante renal, realizados aos sábados, em parceria com a Central Estadual de Transplantes (CET), para acelerar o atendimento.

 

 

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