- Pela Redação
- 29/05/2023
Redação
Uma crise interna ganhou força no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) após o presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, retirar o vice-presidente, Waldir Júlio Teis, da supervisão da Escola Superior de Contas e assumir pessoalmente a função.
A mudança foi formalizada na segunda-feira (21), sem que o ato apresentasse publicamente a justificativa para a substituição. Teis havia sido designado em fevereiro para permanecer à frente da unidade até dezembro de 2027. �
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A decisão provocou reação de três conselheiros — Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Alencar — que divulgaram nota de solidariedade a Teis e classificaram as circunstâncias da medida como motivo de “grave preocupação institucional”. O grupo pediu a reconsideração do ato e defendeu a autonomia dos conselheiros e a colegialidade do Tribunal. �
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O episódio ganhou novo capítulo na terça-feira (22), quando uma sessão plenária não foi realizada por falta de quórum. Apenas Sérgio Ricardo e José Carlos Novelli participaram, enquanto Campos Neto estava de licença. Os 13 processos previstos na pauta foram adiados. �
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Sérgio Ricardo criticou as ausências e afirmou que os conselheiros que haviam confirmado presença não compareceram. “Enganaram a esta presidência, enganaram vários servidores que estão aqui e enganaram ao povo de Mato Grosso”, declarou.
O caso coloca em evidência uma disputa interna sobre autonomia, colegialidade e os limites das prerrogativas da Presidência do TCE-MT. A nota dos três conselheiros, porém, não afirma expressamente que a retirada de Teis tenha sido uma retaliação; sustenta que medidas administrativas que possam ser percebidas dessa forma são incompatíveis com a independência da Corte.
Veja a nota de solidariedade

Fonte Fatos de Mato Grosso
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