- Pela Redação
- 29/05/2023
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso realizou o controle de quatro incêndios florestais nas últimas 24 horas, mantendo operações intensivas em outras quatro localidades ativas nos municípios de Paranatinga, Dom Aquino, Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia.
Garantã do Norte, Nova Maringá e Colniza tiveram seus sinistros completamente eliminados no primeiro dia de trabalho das equipes mobilizadas. Em Canarana, após três dias de operações contínuas, as chamas foram totalmente controladas. Todas as regiões afetadas seguem sob vigilância constante para prevenir possíveis reacendimentos.
As operações prosseguem no segundo dia em Dom Aquino e Paranatinga, onde o fogo se propaga em área pertencente ao distrito de Santiago do Norte. Nos municípios de Ribeirão Cascalheira e São Félix do Araguaia, os profissionais das emergências permanecem em ação para deter o avanço das chamas e salvaguardar propriedades, moradores e recursos naturais. O trabalho conta com suporte do Grupo de Aviação Bombeiro Militar, da Defesa Civil Estadual e do Centro Integrado de Operações Aéreas.
Conforme dados do Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Mato Grosso apresentou 21 focos de calor nas últimas 24 horas, sendo 16 no bioma Amazônia e cinco no Cerrado. A Terra Indígena Capoto Jarina, localizada em Peixoto de Azevedo, registrou quatro desses focos.
A corporação esclarece que um foco de calor identificado por satélite não necessariamente configura um incêndio florestal, mas aponta uma região com temperatura anormalmente elevada. Os incêndios florestais, por sua vez, caracterizam-se pela presença de múltiplos focos em uma mesma área geográfica.
Complementando as ações de combate, o CBMMT intensifica monitoramento através da Operação Infravermelho, que se vale de tecnologia de satélite e outras ferramentas avançadas para detectar queimadas clandestinas e territórios em situação de risco.
O Corpo de Bombeiros reforça que queimadas para limpeza e manejo de propriedades rurais estão vedadas entre 1º de julho e 30 de novembro nas áreas de Amazônia, Cerrado e Pantanal. Em zonas urbanas, tal prática permanece proibida durante todos os meses do ano. Denúncias de queimadas ilegais podem ser registradas pelos números 193 e 190.
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