- Pela Redação
- 29/05/2023
O risco de descontinuidade dos serviços no Centro de Acolhimento Social (Campi), localizado em Várzea Grande, representa apenas a ponta de um iceberg muito maior. Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) revelou que 90,3% dos familiares de crianças autistas entrevistados já vivenciaram interrupções no tratamento. Ainda mais preocupante: mais da metade detectou retrocesso no desenvolvimento de seus filhos durante esses períodos de paralização.

Na segunda-feira (14), o conselheiro presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, compareceu ao Campi, instituição que presta atendimento a 348 crianças, e apontou a insuficiência generalizada da rede de serviços especializados no estado. Recentemente, as atividades da unidade foram suspensas na sexta-feira (11) devido à falta de pagamento aos profissionais, mas retornaram após negociação com a Secretaria Municipal de Educação, que se comprometeu a repassar R$ 461,9 mil até quarta-feira (16). Contudo, como esse valor representa apenas parcela da inadimplência, o TCE-MT permanecerá monitorando a situação.
Sérgio Ricardo enfatizou o compromisso do Tribunal:
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