Trump anuncia suspensão de ataque ao Irã após aliados do Oriente Médio definirem termos de acordo

Presidente americano afirma que suspenderá novo ataque caso acordo seja fechado rapidamente para interromper programa nuclear iraniano



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou no final da noite de sábado (1º) que adiará um novo ataque contra o Irã, desde que um pacto seja selado prontamente para deter o programa de enriquecimento nuclear iraniano e restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz.

De acordo com declarações de Trump, representantes do Irã e de outras nações da região solicitaram aos Estados Unidos que interrompesse qualquer operação ofensiva, visto que os componentes fundamentais de uma negociação já teriam sido acordados.

Em mensagem publicada na plataforma Truth Social, o presidente norte-americano afirmou: "Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível fechar rapidamente um ACORDO."

Trump também mencionou que Israel "se junta a mim nesse compromisso". Até o momento, o governo israelense não se pronunciou formalmente sobre o assunto.

Nos últimos dias, as autoridades iranianas alertaram Washington contra qualquer tentativa precipitada de ação militar, sinalizando que responderão com força caso as tropas americanas executem as ameaças do presidente de bombardear alvos no território iraniano.

O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, reafirmou essa posição durante contatos telefônicos realizados no sábado com autoridades da Turquia, Paquistão e Arábia Saudita. Essas comunicações ocorreram logo após o Exército do Kuwait informar sobre a destruição de múltiplos drones iranianos que alvo instalações estratégicas na região.

Em seus diálogos com o general-de-exército paquistanês Asim Munir e o ministro das Relações Exteriores turco Hakan Fidan, Araqchi reiterou que o Irã adotará uma resposta firme e proporcional a qualquer "agressão".

Conforme comunicado pelo chanceler iraniano via Telegram, os interlocutores também debateram os efeitos prejudiciais das estratégias desestabilizadoras americana e as perspectivas de instabilidade crescente no Oriente Médio.

Posteriormente, em ligação com o ministro das Relações Exteriores saudita, príncipe Faisal bin Farhan, Araqchi deixou clara a posição de que qualquer operação militar dos EUA e Israel, bem como participação de atores regionais nessas ações, resultará em reação equivalente.

Conforme relatado pela agência Axios, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman manteve conversação com Trump no mesmo sábado, onde externalizou apreensão com os desdobramentos e requisitou maiores informações sobre as intenções norte-americanas relativamente ao programa iraniano.

A Casa Branca ratificou à Reuters que Mohammed bin Salman falou com Trump, porém absteve-se de revelar informações específicas sobre o conteúdo do diálogo.

A agência Nournews, vinculada ao aparato de segurança nacional iraniano, divulgou que possíveis ataques americanos contra a infraestrutura energética do país levariam o Irã a visar campos petrolíferos sauditas e emirados, assim como reservas gasíferas do Catar e de Israel, reduzindo-os "a cinzas".

Durante reunião ministerial na sexta-feira em Camp David, Trump expressou a crença de que os negociadores americanos, entre os quais seu genro Jared Kushner, o emissário Steve Witkoff e o secretário de Estado Marco Rubio, ainda possuem condições de alcançar um entendimento com Teerã.

Não obstante, Trump ressaltou estar perdendo confiança nos iranianos, criticando sua reiterada falta de cumprimento de compromissos. O presidente também sinalizou que implementará operações ofensivas contra o país.

0 Comentários

Faça um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados* *

Veja Também