EUA impõe tarifa de 12,5% contra Brasil por inadequação no combate ao trabalho forçado

Estados Unidos aplica sobretaxa a 60 países, incluindo Brasil, por falhas no combate ao trabalho forçado nas cadeias de suprimentos globais



O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (23 de julho) a aplicação de uma nova tarifa comercial contra aproximadamente 60 nações, entre elas o Brasil. A sobretaxa brasileira foi fixada em 12,5% e resulta de uma investigação que apontou deficiências na fiscalização de mercadorias produzidas sob regime de trabalho forçado.

Porto brasileiro com conteiners

APPA/Divulgação

Esta tarifa substitui a alíquota provisória de 10%, implementada desde fevereiro após decisão da Suprema Corte americana invalidar parte das tarifas anunciadas pelo presidente Trump em abril de 2025. A medida foi formalizada pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, sob orientação de Trump, e integra uma estratégia de pressão destinada a forçar parceiros comerciais a implementarem mecanismos efetivos contra exploração laboral nas cadeias globais.

Conforme o USTR (Escritório do Representante Comercial), o Brasil encontra-se no grupo de países que não dispõem de legislação adequada ou não executam de forma eficiente a proibição de importação de produtos confeccionados com trabalho forçado. Por tal razão, foi classificado na categoria mais rigorosa da nova política tarifária.

De acordo com comunicado oficial, o representante comercial determinou a imposição de tarifas de 12,5% sobre produtos brasileiros, salvo conforme previsto nos anexos da decisão.

O USTR justificou que a alíquota, bem como o escopo das tarifas e isenções, foi estabelecida considerando que essas ações são

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