Tarcísio defende confiança nas urnas eletrônicas e pede fim de discussões infundadas

Governador de São Paulo reafirma segurança do sistema eleitoral após críticas de Flávio Bolsonaro



O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) reiterou sua confiança no sistema de votação brasileiro durante evento realizado na capital, na quarta-feira, refutando questionamentos recentes sobre a integridade das urnas eletrônicas. O posicionamento surge após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato presidencial, levantar dúvidas sobre a eficácia dessas máquinas em encontro diplomático em Brasília.

Em declaração enfática, Tarcísio afirmou: "Eu confio nas urnas, até porque se eu não confiasse eu não estava disputando a eleição". O governador argumentou que questões desta natureza desviam o foco de discussões mais produtivas sobre projetos para o país e suas necessidades reais, sugerindo que o debate não conduz a resultados construtivos.

As alegações apresentadas por Flávio já foram refutadas anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que desmentiu informações sobre conexões entre o sistema brasileiro e urnas da empresa venezuelana Smartmatic. O senador relacionou as máquinas utilizadas no Brasil àquelas supostamente envolvidas em irregularidades nas eleições venezuelanas de 2012, conforme documentação da agência de inteligência americana.

Posteriormente, Flávio emitiu comunicado negando ter questionado a segurança do processo eleitoral nacional, declarando manter "integral confiança" no sistema. A nota tentava minimizar a repercussão negativa do vídeo em circulação.

Como integrante da coligação eleitoral de Flávio em São Paulo, Tarcísio participará do lançamento oficial da campanha do PL previsto para o sábado seguinte, na zona oeste da metrópole paulista.

Também durante o evento de comemoração dos 25 anos da Bandnews TV, realizado no Grupo Bandeirantes, o governador refutou ligações entre Flávio e as tarifas americanas impostas aos produtos brasileiros. As sobretaxas, já implementadas, podem gerar perdas de aproximadamente US$ 11 bilhões nas exportações nacionais. Tarcísio ressaltou que as negociações devem prosseguir e que a investigação que antecedeu a medida deveria ter sido mais transparente.

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