- Pela Redação
- 29/05/2023
Desde o primeiro dia de setembro, quando o ministro André Mendonça decidiu remover o sigilo de um relatório da Polícia Federal contendo diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, os integrantes do Supremo Tribunal Federal protagonizaram uma intensa troca de despachos e ofícios relacionados ao episódio. Levantamento realizado pela CNN aponta que houve no mínimo 44 movimentações oficiais entre ministros ao longo de quinze dias.
A análise das correspondências judiciais revela que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, foi responsável pela maior quantidade de atos, seguido por André Mendonça. A disputa reflete divergências profundas sobre o acesso às investigações, a manutenção de sigilos e a condução dos processos judiciais dentro da instituição.
Fachin liderou com 12 das 44 movimentações documentadas. Mendonça respondeu por 9 atos, Moraes por 8, Flávio Dino por 6, Gilmar Mendes por 5, Cristiano Zanin por 3 e Luiz Fux por apenas 1. Essa divisão demonstra como a crise concentrou-se entre alguns poucos ministros da corte.
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