- Pela Redação
- 29/05/2023
O Senado Federal encerra o semestre legislativo em clima de confronto entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador amapaense conquistou a vitória histórica ao obter a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou as principais propostas do Palácio do Planalto e permitiu a aprovação de medidas com expressivo custo às finanças públicas.
O segundo ano da gestão de Alcolumbre na presidência começou sob expectativa sobre o andamento da indicação de Messias. Apesar de Lula ter desmerecido Alcolumbre ao não escolher Rodrigo Pacheco (PSB-MG) como seu nome, o governo tentou minimizar o conflito e apostou em um gradual alinhamento político.
Para ganhar tempo, o Palácio do Planalto atrasou o envio de documentação até 1º de abril. A Advocacia-Geral da União (AGU) retomou visitas aos gabinetes parlamentares, mas enfrentou resistência da presidência. A sabatina e votação transcorreram em menos de trinta dias.
O ministro avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com 16 votos favoráveis e 11 contrários, porém não conseguiu aprovação no Plenário.
A derrota em 29 de abril contou com articulação pessoal de Alcolumbre. De acordo com informações obtidas, o presidente do Senado realizou contatos telefônicos com senadores da base para garantir votos contra o indicado de Lula e, momentos antes da divulgação do resultado, foi ouvido dizendo ao líder governista:
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