Seguro Marítimo no Estreito de Ormuz: Como Lloyd's negocia riscos de guerra em tempo real

Corretoras de seguro reajustam prêmios conforme tensões geopolíticas no Oriente Médio; taxas chegam a 10% do valor do navio.



No coração de Londres, uma instituição secular mantém registros manuscritos em tinta que documentam todas as embarcações perdidas nos últimos 250 anos. A Lloyd's de Londres, sede global da indústria de seguros marítimos, continua escrevendo história quando crises internacionais eclodem.

Quando o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz em resposta a ataques externos em fevereiro, o mercado reajustou imediatamente seus cálculos. Os prêmios de seguro de guerra saltaram de forma dramática, refletindo a volatilidade geopolítica que marca cada hora da negociação.

Antes dos ataques, as taxas de cobertura para navios transitando pelo estreito ficavam em torno de 0,25% a 0,5% do valor da embarcação. Após a escalada das tensões, essas cifras explodiram para até 10% do valor total. Em um navio-tanque de US$ 100 milhões, isso representa um custo adicional de US$ 10 milhões por traversia.

David Smith, responsável pela divisão marítima da corretora McGill and Partners, explica que as seguradoras agora reavaliavam constantemente os

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