Rodrigo Pacheco é oficialmente nomeado ministro do Tribunal de Contas da União

Senador mineiro é indicado por Lula para ocupar vaga deixada por Bruno Dantas no TCU



O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou na última segunda-feira (28) a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

A indicação havia sido submetida ao crivo do Congresso Nacional no início do mês e alcançou respaldo significativo em ambas as casas legislativas. No Senado Federal, a aprovação ocorreu com 63 votos favoráveis e apenas quatro contrários, enquanto na Câmara dos Deputados o resultado foi ainda mais expressivo, com 404 votos a favor e 61 contrários.

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Câmara aprova indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU

O sucesso na aprovação da indicação foi potencializado pelo respaldo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que mobilizou esforços para agilizar o processo. O trâmite foi acelerado através de requerimento de urgência, dispensando a sabatina que seria realizada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Alcolumbre ressaltou o consenso alcançado entre os parlamentares para a indicação.

Pacheco, que cumpre seu primeiro mandato na câmara alta e presidiu o Senado durante o período de 2021 a 2024, ocupará a posição deixada pelo ex-ministro Bruno Dantas, que apresentou sua demissão do tribunal em finais de agosto.

A trajetória que levou Pacheco ao TCU teve origem em uma proposta anterior feita pelo presidente Lula. O chefe do Executivo havia manifestado interesse em que o senador mineiro concorresse ao cargo de governador de Minas Gerais, porém Pacheco rejeitou a solicitação. Após declinar da oportunidade no executivo estadual, o político chegou a considerar afastar-se da atividade política.

A estrutura administrativa do TCU é composta por nove ministros, cuja distribuição segue critérios específicos de indicação. Três deles são nomeados pelo Senado Federal e outros três pela Câmara dos Deputados. Os três remanescentes recebem indicação da Presidência da República, sujeita à aprovação do Senado, sendo que duas dessas vagas destinam-se a profissionais da carreira de auditores do tribunal e membros do Ministério Público Especializado em Contas.

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