- Pela Redação
- 29/05/2023
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota explicativa nesta segunda-feira (28) esclarecendo uma declaração anterior do candidato do PL. Segundo o comunicado, o candidato realizará uma oração antes de ler o termo de posse em janeiro de 2027, caso vença as eleições presidenciais, entregando simbolicamente o Brasil a Jesus Cristo.
O gesto, conforme explicado pela campanha, representa um agradecimento e um pedido de proteção e bênção para todos os brasileiros. A nota reafirma o compromisso de Flávio com o respeito a todas as religiões e expressões de fé.
"Flávio Bolsonaro sempre defendeu o total respeito a todas as religiões e formas de expressão da fé. Flávio fará uma oração antes de ler o termo de posse quando assumir a Presidência da República entregando o Brasil a Jesus Cristo, numa ação simbólica de agradecimento e também como um pedido de proteção e benção para todos os brasileiros", informa o comunicado oficial.

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O esclarecimento surge em contexto de controvérsias recentes. A declaração feita por Flávio em agosto passado, quando afirmou que decretaria o "Brasil do Senhor Jesus Cristo", ganhou novo destaque após notícia falsa que o associava a uma proposta para remover Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira nacional. Adversários políticos têm resgatado suas palavras para criticá-lo durante a atual campanha.
"Eu quero debater com quem não acredita em Deus, porque, quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", declarou o candidato do PL em vídeo dirigido ao eleitorado evangélico meses atrás.
A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-presidente da Frente Parlamentar Católica e possível vice na chapa de Flávio, saiu em sua defesa. Segundo ela, a fala do candidato não elimina a devoção mariana e representa um compromisso com valores cristãos.
"A fala de Flávio não elimina a devoção mariana. Tudo o que fazemos por Maria é para chegar a Jesus. Quando ele fala que vai decretar o Brasil do Senhor Jesus é ele dizendo que será um povo de Deus. Ele é evangélico e respeita a fé católica", afirmou a parlamentar à CNN.
Marquetto é autora do projeto de lei que instituiu o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria, sancionado em dezembro de 2023 e celebrado em 7 de outubro. A deputada lidera peregrinações nacionais com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que desde 1967 possui o título de generalíssima do Exército brasileiro.
"Como defensora de Nossa Senhora eu não estaria ao lado de uma pessoa que não respeita a fé católica. Flávio e eu sempre falamos sobre o respeito à fé, e vi verdade no que conversamos. O que está acontecendo é uma injustiça", completou a deputada, que não concorre à reeleição.
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) também se posicionou em defesa do candidato. A entidade acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de disseminar notícias falsas com o objetivo de explorar divisões religiosas no país.
"Repudia com veemência a utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos", afirmou o Cimeb em comunicado oficial.
Conforme o conselho, evangélicos e católicos convivem pacificamente, sem qualquer iniciativa coordenada de líderes evangélicos para cancelar feriados ou celebrações religiosas de outras denominações.
O Cimeb foi criado pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e reúne mais de dez mil pastores de diferentes congregações evangélicas.
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