- Pela Redação
- 29/05/2023
Uma transação envolvendo um relógio de luxo da marca Richard Mille transformou-se em contenda judicial em Brasília. Um empresário que adquiriu o bem por R$ 1,1 milhão, parcelado em oito prestações de R$ 200 mil, requereu à Justiça a suspensão das cobranças futuras alegando vícios ocultos. O pedido, contudo, foi rejeitado pelo magistrado responsável, que identificou problemas significativos na documentação apresentada.
O processo tramita perante a 24ª Vara Cível de Brasília e diz respeito à compra de um relógio modelo RM011 AJ RG. Conforme relata o comprador, após efetuar o pagamento da primeira parcela no valor de R$ 200 mil, o produto começou a apresentar diversos problemas funcionais: infiltração de água, paralisação do indicador de data e travamento dos ponteiros de horas e minutos.

Segundo a narrativa do autor da ação, o vendedor reconheceu verbalmente os defeitos em comunicações via aplicativo de mensagens e inicialmente concordou com a devolução do bem. Posteriormente, porém, o vendedor formalizou uma notificação extrajudicial exigindo o pagamento integral do saldo remanescente de R$ 900 mil, imputando ao comprador a responsabilidade pelos danos sob alegação de uso inadequado.
Diante dessa situação, o comprador acionou o Poder Judiciário solicitando: a suspensão das obrigações pecuniárias futuras, a rescisão contratual, a devolução dos R$ 200 mil já pagos e compensação por danos morais no montante de R$ 100 mil.

O juiz responsável pela análise do pleito identificou diversas insuficiências na documentação fornecida, qualificando-as como
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