- Pela Redação
- 29/05/2023
A confirmação da presença de óleo com características de petróleo leve no litoral amapaense levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a batizar o produto como "petróleo chique". Segundo o chefe do Executivo, as propriedades do óleo encontrado equiparam-se ao padrão de qualidade superior identificado no Pré-Sal em 2007.
De acordo com as palavras do presidente, a descoberta de óleo leve na Foz do Amazonas promete ampliar as margens de rentabilidade da Petrobras e intensificar sua competitividade no mercado global de energia, posicionando o Amapá como ator estratégico neste cenário.
A declaração foi realizada no decorrer de uma visita à unidade de perfuração da Petrobras em Oiapoque, na porção mais setentrional do estado, ocorrida na segunda-feira (17). Nesta oportunidade, o chefe de governo acompanhou as operações de pesquisa e manifestou entusiasmo com os resultados obtidos nas coletas efetuadas na Margem Equatorial.

"Eu sujei a mão do Pré-sal e sujei a mão desse [...] Esse parecia que já tava refinado de tão leve que é. Nós temos a chance de ter um petróleo muito chique. Muito chique e de muita qualidade para abençoar o futuro do filho de vocês", expressa o presidente.
Na indústria de petróleo e gás, a avaliação da qualidade baseia-se na densidade, utilizada uma escala denominada Grau API (criada pelo American Petroleum Institute). Quanto superior o índice API, mais "leve" e com melhor fluidez é o combustível, resultando em maior valorização comercial.
O combustível extraído a aproximadamente 175 quilômetros de distância da costa amapaense exibe atributos comparáveis ao "Brent", padrão de cotação internacional nas principais plataformas comerciais mundiais, conforme comunicado da Petrobras.
"O Amapá tem uma chance extraordinária [...] Na hora que a Petrobras anunciar definitivamente, que o petróleo é de belíssima qualidade. Eu perguntei à Magda "é brent?", ela disse "não, é mais do que brent, é brent com louvor"", afirmou Lula.
A extração de um produto com essas especificações apresenta consequências significativas para a economia regional, segundo o mandatário. Por sua pureza e fluidez, o combustível necessita de menor dispêndio de energia e material nas unidades de refino da Petrobras, resultando em maior eficiência operacional.
Apesar do elevado padrão do produto, o empreendimento presenta desafios técnicos substanciais. As operações de perfuração ocorrem em profundidades de água estimadas em cerca de 3 mil metros, adicionadas a mais 3 mil metros de formação rochosa no subsolo marinho.
A Petrobras permanece na fase de avaliação exploratória visando precisar o volume total da reserva e assegurar a viabilidade econômica do jazigo.
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