- Pela Redação
- 29/05/2023
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (5) de agosto, apresenta um panorama detalhado da disputa presidencial entre o presidente Lula (PT), que busca sua reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No cenário geral do segundo turno, o petista aparece com 44% das intenções de voto contra 39% do candidato do PL. Contudo, quando se analisa grupos específicos do eleitorado, observa-se uma distribuição mais equilibrada, com o senador bolsonarista superando o atual chefe do Executivo em segmentos como o dos votantes de direita, portadores de ensino superior completo, residentes na região Sul e membros de igrejas evangélicas.
🔎 O levantamento foi realizado pela Genial Investimentos, entrevistando 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro estabelecida é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo recebeu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Na avaliação por orientação política, Lula demonstra força expressiva entre eleitores que se identificam com a esquerda, enquanto Flávio lidera significativamente no segmento de direita. Entre os votantes que se consideram independentes, o resultado aponta para um cenário de equilíbrio técnico, com Lula numericamente à frente com 33% contra 29% do seu concorrente, diferença que se situa dentro da margem de erro.
A análise regional revela disparidades significativas. O Nordeste constitui a maior base de apoio de Lula, onde ele obtém 64% das intenções contra apenas 25% de Flávio. A região Sul, por sua vez, representa o melhor desempenho de Bolsonaro com 56% das intenções frente aos 29% do presidente. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte, o resultado indica um empate técnico entre os candidatos.
A divisão por gênero evidencia uma preferência maior das mulheres por Lula, que alcança 47% desse segmento comparado a 35% entre homens. No eleitorado masculino, a situação se apresenta mais competitiva, com Flávio obtendo numericamente 44% das intenções, número ainda dentro da margem de erro face aos resultados do presidente.
O presidente mantém vantagem em todas as faixas etárias pesquisadas. Contudo, entre eleitores com idade entre 16 e 34 anos, bem como naqueles entre 35 e 59 anos, o presidente está tecnicamente empatado com o candidato do PL. O desempenho mais expressivo de Lula ocorre entre os eleitores com mais de 60 anos, segmento onde ele atinge 48% das intenções de voto contra 34% de seu concorrente.
Quando segmentado por nível educacional, o quadro muda substancialmente. Entre eleitores com formação até o ensino médio, verifica-se um empate técnico, apesar de Flávio apresentar uma ligeira vantagem numérica. Já entre aqueles que completaram o ensino superior, a vantagem se inverte a favor do candidato bolsonarista de forma mais pronunciada.
A distribuição de preferências por faixa de renda familiar revela diferentes padrões de apoio entre os estratos econômicos, com variações importantes conforme o poder aquisitivo dos eleitores consultados pela pesquisa.
A análise por afiliação religiosa mostra que Lula mantém considerável apoio entre os católicos, conquistando 49% das intenções nesse segmento. Porém, entre os evangélicos, a situação inverte-se dramaticamente, com Flávio acumulando 48% das intenções de voto, superando significativamente o presidente nesse importante segmento do eleitorado.
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