- Pela Redação
- 29/05/2023
A presença de mulheres encabeçando as chapas presidenciais sofreu redução significativa nas eleições de 2026. Somente duas candidatas disputam a Presidência, comparado com quatro em 2022, representando uma queda de 50% na liderança feminina das coligações.
No total, sete mulheres integram as chapas este ano: além das duas que encabeçam, cinco concorrem à vice-presidência. Este número é inferior ao registrado em 2022, quando a participação feminina atingiu o maior patamar desde a primeira eleição direta após a redemocratização em 1989, conforme análise do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A configuração das candidaturas também se alterou significativamente. Há quatro anos, a distribuição era equilibrada com quatro candidatas à presidência e quatro à vice. Atualmente, enquanto o número de mulheres no topo caiu pela metade para duas, a representação na vice-presidência aumentou para cinco, replicando o cenário de 2018, que também apresentava duas presidenciáveis e cinco candidatas à vice.
Com 13 chapas registradas em 2026, dois candidatos a mais que em 2022, a proporção de mulheres entre os 26 postos em disputa decresceu. As mulheres ocupam 27% das vagas, ante 36% das 22 posições na eleição anterior.
⚠️ Informação importante: Os dados de 2026 ainda podem sofrer alterações. Partidos, federações e coligações terão suas candidaturas analisadas pela Justiça Eleitoral. Entre elas consta a de Pablo Marçal (PRTB), que possui inelegibilidade decretada, porém conseguiu registrar sua chapa para concorrer à Presidência no último dia do período de inscrições.
De acordo com Hannah Maruci Aflalo, cientista política doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutoranda no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a comparação revela apenas uma faceta do problema:
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