- Pela Redação
- 29/05/2023
As empresas estatais brasileiras acumularam um déficit de R$ 7,4 bilhões durante os primeiros cinco meses de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O resultado negativo foi principalmente impulsionado pelo desempenho negativo registrado no mês de janeiro.
Confira o desempenho mensal do resultado primário das estatais segundo o Relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central:
Janeiro: déficit de R$ 4,869 bilhões
Fevereiro: déficit de R$ 568,14 milhões
Março: déficit de R$ 468,55 milhões
Abril: déficit de R$ 1,78 bilhões
Maio: superávit de R$ 273,35 milhões
Considerando valores nominais sem correção inflacionária, trata-se do maior rombo da série histórica para o mesmo período do ano.
As estatais federais concentram a maior parcela do déficit acumulado entre janeiro e maio de 2026, conforme a seguinte distribuição:
Estatais federais: déficit de R$ 5,9 bilhões
Estatais estaduais: déficit de R$ 1,5 bilhão
Estatais municipais: superávit de R$ 95 milhões
O resultado negativo acumulado no período representa mais do que o dobro do déficit observado nos primeiros cinco meses de 2025, quando as estatais acumularam um rombo de R$ 3,6 bilhões. Além disso, o desempenho de 2026 já ultrapassa o resultado deficitário de todo o exercício de 2025, quando as empresas estatais registraram um déficit de R$ 5,9 bilhões.
Na análise dos últimos 12 meses até maio, as estatais apresentam um déficit acumulado de R$ 6,7 bilhões.
É importante destacar que a metodologia adotada pelo Banco Central exclui a Petrobras do cálculo do resultado das estatais. De acordo com a autarquia, essa exclusão justifica-se pelas características particulares da empresa, que adota práticas de governança corporativa similares às observadas em organizações privadas de capital aberto, possuindo autonomia para captar recursos tanto no mercado interno quanto externo.
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