Eleições 2026: Candidatos usam nomes de Lula e Bolsonaro como estratégia política sem parentesco

Números revelam crescimento exponencial de candidaturas que adotam nomes de líderes políticos sem vínculo familiar.



O cenário eleitoral de 2026 apresenta uma tendência peculiar: oito candidatos incorporaram "Lula" ao nome de urna, enquanto 20 adotaram "Bolsonaro", ambos sem qualquer relação familiar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na maioria dos casos, essa escolha reflete uma estratégia de identificação política com os dois principais líderes nacionais.

O fenômeno se intensificou particularmente entre os candidatos que adotam a referência ao ex-presidente. A quantidade de postulantes que utilizam "Bolsonaro" como nome de campanha, sem ter o sobrenome oficialmente nem parentesco legítimo, multiplicou-se dramaticamente. Em 2018, existiam apenas dois casos. Quatro anos depois, em 2022, esse número escalou para 15 candidatos. Agora em 2026, chegam a 20 profissionais da política com essa estratégia.

A situação com candidatos que adotam o nome "Lula" segue trajetória distinta. Em 2018, eram dez candidatos. Este número recuou para sete em 2022 e permanece em oito para as próximas eleições.

Registro no TSE aponta 41 candidaturas com nomes dos líderes

De acordo com informações cadastradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o processo eleitoral de 2026 registrou 41 candidaturas em diversas regiões brasileiras que incorporam "Lula" ou "Bolsonaro" ao nome de urna. Entre esse total, 28 adotaram essas nomenclaturas sem possuí-las oficialmente e sem qualquer parentesco com o presidente ou ex-presidente. Os demais 13 são profissionais que possuem legalmente esses nomes, mantêm vínculo familiar comprovado ou utilizam "Lula" como apelido tradicional associado ao nome Luiz.

Agora no g1

Entre os 28 candidatos que apropriaram esses nomes, 20 estabelecem conexão política com Bolsonaro. Destaca-se um caso peculiar entre os oito que fazem alusão a Lula: um candidato bolsonarista utiliza o nome do petista e, aproveitando semelhança física com o presidente, intitula-se "o Lula do Bem".

Dos 20 candidatos que construíram sua campanha em torno da referência bolsonarista, 16 são homens e apenas quatro são mulheres. O PL abriga a maioria absoluta, com 12 candidaturas registradas. Podemos contribui com duas. Os demais partidos - Agir, Progressistas, Democrata, Democracia Cristã e Novo - possuem um candidato cada.

A estratégia predomina entre aspirantes a cargos legislativos. Oito disputam mandatos de deputado estadual em Ceará, São Paulo, Sergipe, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná. Sete outros concorrem a deputado federal representando Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso.

Complementam o quadro três candidatos ao Senado em Roraima, Rondônia e Tocantins; um aspirante a deputado distrital; e um que pleiteia o governo do Rio Grande do Norte.

Quanto aos sete candidatos que abraçaram a homenagem ao presidente petista, cinco são do sexo masculino e duas do feminino. Seis mantêm filiação ao PT, enquanto um está vinculado ao Avante.

Três desses competem por mandatos de deputado estadual em Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro. Dois outros buscam cadeiras na Câmara Federal, representando Minas Gerais. No Rio Grande do Norte, identifica-se ainda um candidato ao governo e outro ao Senado que carregam "Lula" no registro de candidatura.

0 Comentários

Faça um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados* *

Veja Também